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Estará a Zâmbia a tornar-se chinesa?

A China enviou 50 mil engenheiros e técnicos para trabalhar no TAZARA (DR)

DW África

Há um forte investimento da China em várias áreas da economia zambiana. Desde que a Zâmbia se tornou independente, em 1964, a China tem sido um parceiro estratégico, construindo infraestruturas e fomentando negócios.

O início da cooperação
Quando a ligação ferroviária entre a Tanzânia-Zâmbia (TAZARA) ficou completa em 1976, foi o maior investimento estrangeiro até então feito pela China e um símbolo do apoio de Pequim aos novos países africanos. A China enviou 50 mil engenheiros e técnicos para trabalhar no TAZARA. Contudo, este grande projeto tem sofrido transformações desde dos anos. Agora transporta mais cobre do que pessoas.

Uma nova era, “um grande símbolo de amizade”
A Zâmbia está a construir um mega projeto financiado pela China, uma estrada com duas faixas de rodagem que liga Lusaka e Ndola e terá 321 km. A construção vai ser feita China Jiangxi Corporation e vai custar 1,2 mil milhões de dólares, pagos com um empréstimo do Exim Bank da China. O Presidente Edgar Lungu chamou ao projeto “um símbolo da amizade China-Zâmbia na nova era”.

Elefantes Brancos
Outro exemplo de gastos exuberantes é a construção e ampliação do Aeroporto Internacional Kenneth Kaunda. O valor total do contrato do projeto em andamento está estimado em 360 milhões de dólares, também financiado pelo Exim Bank of China e construído pela China Jiangxi Corporation. Muitos zambianos o descrevem como um projeto desnecessário de “elefante branco”.

Transações sino-zambianas
O Banco da China abriu agências em toda a Zâmbia. Tem vindo a gerir um serviço comercial de numerário yuan desde 2011, prestando serviços financeiros a empresas chinesas que procuram entrar no mercado zambiano. No entanto, não está claro se o banco concede empréstimos à população local.

Atraso no investimento nas minas de cobre
O cobre é a principal mercadoria de exportação da Zâmbia e as empresas chinesas têm estado ativas no sector, por exemplo, na fundição de cobre de Chambishi, onde vão investir 832 milhões de dólares. No entanto, elas ficam atrás dos principais players, como a Glencore sediada na Suíça, a First Quantum Minerals e a Barrick do Canadá ou a Vendanta da Índia.

Chineses são proprietários secretos de várias lojas de retalho
A Zâmbia permite que os estrangeiros comercializem apenas no atacado, não no retalho. Apesar disso, a DW descobriu que um grande número de lojas na capital Lusaka eram propriedade de empresários chineses, que vêm de vez em quando recolher dinheiro às lojas. Os zambianos locais são contratados como fachada e as lojas são registadas com os seus nomes.

Chineses roubam trabalhos aos zambianos
Neste mercado de frangos nos subúrbios de Lusaka, os vendedores disseram à DW que os grandes camiões de onde as galinhas são comercializadas são propriedade de investidores chineses. Isto enfurece os habitantes locais que dizem que os chineses tiraram-lhes os seus meios de subsistência e os privaram de empregos. O governo nega que o chineses estejam envolvidos neste tipo de negócios.

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