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Empresa angolana pretende admitir 1000 trabalhadores ainda este ano

Jovens num centro de formação profissional (Foto: Gaspar dos Santos)

Angop

A empresa privada angolana “Leonor Carrinho”, vocacionada numa produção multifacetada, prevê recrutar mil trabalhadores, dois por cento dos quais expatriados, para pôr em funcionamento uma série de unidades de produção que pensa inaugurar até final deste ano/2019, afirmou hoje, na Catumbela, o seu director geral, Nelson Carrinho.

O responsável fez esse anúncio durante uma visita da equipa económica do Conselho de Ministros, encabeçada pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, às obras do complexo industrial da referida empresa.

Segundo o director geral da referida empresa, através de fundos obtidos nos mercados internos e estrangeiro, a empresa está a fazer avultadas aplicações que ultrapassam algumas centenas de milhões de dólares (que não especificou), o que vai permitir dentro de algum tempo a produção de elevadas quantidades de produtos como óleo alimentar de soja, de palma e de girassol, massas alimentares diversas, papas, cereais para pequenos-almoços, entre outros produtos.

Dentre os investimentos, indicou Nelson Carrinho, a empresa está a instalar uma refinaria de óleos alimentares diversos, uma fabrica de margarina, outra de sabão, uma para produção de leite condensado, igual número para a produção de vinagre, uma unidade fabril para maioneses e ketchup, um silo de cereais, duas moagens de milho, duas outras de trigo (com capacidades para transformar duas mil toneladas/dia) e uma unidade de embalagem com 22 linhas de produção.

Na mesma senda, “Leonor Carrinho” está igualmente a construir uma fábrica de produção de molhos para pequenos-almoços, outra de rações para animais, centro médico e uma área administrativa.

Afirmou que, ao nível do continente africano, os produtos da Leonor Carrinho vão competir com os de qualquer país, já que contarão com a certificação internacional da “ISA 22000”, empresa que se dedica ao controlo internacional de qualidade.

Relativamente a abertura do país à Zona de Comércio Livre, disse não temer a concorrência, porque a empresa tem os olhos focados no futuro.

Só para dar um exemplo, disse que entre as moagens a instalar, só a número um (nº 1) vai ter uma capacidade de transformar 500 toneladas de grãos/dia, que darão lugar ao surgimento de mais de 100 (cem) qualidades de farinhas.

Para agrado dos membros da equipa económica do Conselho de Ministros, Nelson Carrinho fez questão de apresentar alguns jovens engenheiros que estão sendo recrutados a partir dos institutos superiores locais e colocados ao lado dos técnicos turcos que estão a montar as diferentes fábricas, devendo, a posterior, substituí-los para casos de manutenções, a médio prazo.

No geral, o gestor empresarial indicou que espera escoar 300 camiões/dia de produtos diversos, quando a máquina estiver a funcionar em pleno, e apontou os mercados italiano e alemão, como alguns de origem dos equipamentos das diferentes unidades produtivas em montagem.

A equipa económica do Conselho de Ministros, é integrada pelos ministros da Agricultura e Florestas, do Comércio, da Indústria e o secretário do Presidente da República para o sector produtivo, respectivamente, Marcos Nhunga, Joffre Van-Dúnem Júnior, Bernarda Martins E Isaac dos Anjos, além de diversos Secretários de Estado, e trabalha em Benguela até 12 de Abril.

Sexta-feira, segundo e último dia de visita, a equipa económica do Conselho de Ministros vai trabalhar no município da Baía Farta, onde deverá visitar, entre outras unidades, o aviário “Ovos de ouro”, “Salinas Tchiome”, “Miradouro – cidade do sal”, “Lota”, “Pescaria Sede”, Pescaria Vimar e Filhos”, “Guanda Pesca”, além de um encontro com a classe empresarial.

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