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Combates intensificam-se em Trípoli

(Reuters)

Os combates intensificaram-se ontem entre as forças do Khalifa Haftar que avançam em direcção à capital líbia, e as do Governo de União Nacional (GNA), sediado em Tripoli, antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.

O Exército Nacional Líbio (ENL), do marechal rebelde Haftar, que na quinta-feira passada lançou uma ofensiva contra Trípoli, afirmou ter detido tropas leais ao GNA e tomado um quartel militar cerca de 50 quilómetros ao sul da capital.

Vários membros das forças leais ao GNA teriam sido capturados e suas armas confiscadas, segundo a mesma fonte.

O emissário da ONU na Líbia, Ghassan Salamé, anunciou na terça-feira o adiamento por prazo indefinido da conferência nacional líbia, prevista para entre 14 e 16 de Abril, em razão dos combates ao sul da capital Tripoli.

A medida acontece quando as partes em conflito neste país do Norte da África enfrentam uma pressão internacional crescente para conter a violência que causou a fuga de milhares de pessoas e deixou dezenas de mortos.

O chefe da ONU, António Guterres, pediu uma suspensão imediata das hostilidades, depois que o único aeroporto funcional de Tripoli foi atingido em um ataque aéreo na segunda-feira pelas forças de Khalifa Haftar.

Depois de uma calmaria nocturna, os combates recomeçaram na manhã desta terça-feira ao sul da cidade, segundo uma fonte de segurança.

O rico país em petróleo tem sido abalado por violentas disputas de poder entre uma série de grupos armados desde o derrube de Muammar Khadafi, apoiada pela Otan em 2011.

O Governo de União Nacional (GNA), apoiado pela ONU, controla a capital, mas sua autoridade não é reconhecida por uma administração paralela com sede no leste do país, aliada a Haftar.

O militar rebelde prossegue com a ofensiva que iniciou na semana passada, apesar da pressão internacional pelo fim de hostilidades.

O marechal Haftar e seu exército têm o apoio político de uma autoridade com sede no leste o país.

Além das regiões orientais, suas forças estenderam seu controle ao sul da Líbia e visam agora o oeste, onde está Tripoli. Por sua vez, GNA é apoiado por milícias do oeste.

Organizações internacionais temem que os civis sejam mais uma vez vítimas da violência.

Cerca de 3.400 pessoas já deixaram suas casas por causa dos combates, segundo a ONU.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde do GNA na noite de domingo, pelo menos 35 pessoas morreram desde quinta-feira.

As forças leais a Haftar relataram 14 mortes entre os seus combatentes.

Desde então, nenhum dos lados deu um novo equilíbrio.

As grandes potências ainda não chegaram a um acordo na ONU para a adopção de uma declaração exigindo que Haftar pare com sua ofensiva.

A declaração, apoiada por Washington, foi bloqueada no domingo por Moscovo, que insistiu em chamar “todas as partes” à contenção.

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