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Raúl Castro pede para cubanos se prepararem para tempos económicos difíceis

Raúl Castro na Assembleia Nacional, em 10 de abril de 2019 (www.cubadebate.cu/AFP / HO)

AFP

O líder do governante Partido Comunista cubano (PCC), Raúl Castro, descartou que o país esteja perto de uma crise económica similar à da década de 90, mas pediu para os cidadãos se prepararem para tempos difíceis, em meio ao cerco imposto pelos Estados Unidos.

“Não se trata de voltar à fase aguda do ‘Período Especial’ da década dos anos 90 (…) Hoje, o panorama é outro, quanto à diversificação da economia, mas temos que nos preparar sempre para a pior variável”, disse Castro diante da Assembleia Nacional, no discurso de proclamação da nova Constituição.

No começo dos anos 1990, a ilha sofreu graves problemas económicos após a queda do bloco soviético, uma época que ficou conhecida como “Período Especial”.

O colapso significou a perda abrupta de 85% do comércio exterior, inclusive de combustíveis e alimentos. O país ficou paralisado, houve desnutrição e 45.000 cubanos protagonizaram a “Crise dos Balseiros”, êxodo maciço em 1994.

Em sua nova Constituição, Cuba reconhece o papel do mercado e do investimento privado e estrangeiro na economia, buscando reformas adequadas aos novos tempos, que lhe permitam crescer.

Contudo, o país sofreu nos últimos meses problemas de desabastecimento de alimentos e até redução de páginas no jornal oficial Granma – medida similar à primeira adoptada para enfrentar a crise dos anos 1990.

“É necessário que estejamos alertas e conscientes de que enfrentamos dificuldades adicionais e que a situação possa se agravar nos próximos meses”, disse Raúl Castro, que governou Cuba entre 2008 e 2018, quando passou o posto a Miguel Díaz-Canel.

Além do embargo aplicado à ilha desde 1962, os Estados Unidos ameaçam activar a partir de maio o capítulo III da lei Helms-Burton, que permite processar em tribunais federais americanos empresas que se beneficiaram de activos nacionalizados em Cuba depois da revolução de 1959.

“O crescimento da guerra económica, com o fortalecimento do bloqueio e a contínua aplicação da lei Helms-Burton, perseguem a ânsia antiga de derrubar a revolução cubana por meio da asfixia económica e da penúria”, disse Castro.

“Essa aspiração já fracassou no passado e voltará a fracassar”, acrescentou.

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