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Mais de 300 famílias aguardam por realojamento no Kilamba Kiaxi

Vista Frontal da Administração Municipal do Kilamba Kiaxi (Foto: Gaspar dos Santos)

Angop

Trezentas e 60 famílias que vivem no campo de sinistrados da Maná, Distrito Urbano da Sapú, Kilamba Kiaxi, aguardam por realojamento há mais de 12 anos.

As famílias, que vivem em condições de extrema pobreza, chapas, foram desalojadas em 2007 dos bairros Camama, Havemos de Voltar, Neves Bendinha, Palanca, Golf I e Vila Estoril, por inundação das suas residências.

De acordo com João Neves Pedro, coordenador da Comunidade de Sinistrados da Maná, como são conhecidos, de principio residiam no campo 836 famílias, as outras foram realojadas no Zango e Sapu II.

João Neves Pedro informou que desde que se encontram no campo já foram realizadas três campanhas de realojamento, a última das quais aconteceu em 2012.

Disse que na altura, em 2012, foram destruídas as casas, em que viviam, com a garantia de que seriam realojadas todas as famílias no mesmo dia, mas devido a hora a operação foi suspensa e marcada para três dias depois, o que até ao momento não aconteceu.

O coordenador contou que em 2018 receberam a visita de um responsável para a Área Social do Governo da Província de Luanda que recolheu informações sobre as famílias, mas nada foi resolvido.

Disse que a coordenação do centro escreveu para o Governo da Província e a Administração do Kilamba Kiaxi mas não teve resposta.

O Centro de Sinistrados da Maná está localizado por detrás do Supermercado Angomart e ocupa parte das instalações de uma escola comparticipada.

De acordo com o coordenador do Centro, o proprietário da escola sente-se incomodado pelo tempo em que as famílias estão no local.

Indicou que duas salas de aulas foram ocupadas para albergar mulheres parturientes ou com crianças para que estejam em melhores condições.

João Pedro disse que a situação no centro é penosa, principalmente, nesta época de chuvas, devido a infiltração de água nas cabanas.

Informou que as famílias carecem de água e de latrinas e é comum no centro o registo de casos de cólera e paludismo.

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