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Execuções em queda no ano de 2018

Apesar da tendência positiva no sentido da abolição da pena de morte, aumentaram as execuções na China, Arábia Saudita e nos Estados Unidos (DR)

Foram 690 as execuções registadas no mundo no ano de 2018, segundo os dados que a Amnistia Internacional conseguiu recolher.

Segundo avança a Euronews, uma baixa significativa relativamente a 2017, mas que não tem em conta os dados da China onde esses números são segredo de Estado. As estimativas, no entanto, apontam para milhares de execuções em território chinês. A China, o Irão, a Arábia Saudita, o Vietname e o Iraque, representam quatro quintos das execuções mundiais.

Apesar da queda a nível mundial, há países onde as execuções estão a aumentar, como os Estados Unidos da América, Japão, Singapura, Sudão do Sul e Bielorrússia.

Para o secretário-geral da Amnistia Internacional, Kumi Naidoo, “estes números provam que mesmo os países aparentemente mais renitentes começam a acreditar que a pena de morte não é uma solução”.

O responsável da ONG manifesta a esperança de que seja apenas uma questão de tempo até que “esta punição cruel e arcaica seja relegada para o passado”.

Em 2018, 106 países – mais de metade dos Estados do mundo – tinham abolido a pena de morte e 142 registavam o abolicionismo quer na lei, quer na prática.

Recorde-se que Portugal foi o primeiro Estado do mundo a inscrever a abolição da pena de morte na constituição e o quarto a aplicá-la.

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