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Braço-de-ferro entre empresa e sindicato pode aumentar crise de água em Luanda

A direcção da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), manifestou a sua disponibilidade para negociar com os trabalhadores em greve, há cerca de duas semanas, depois de inicialmente ter minimizado as restrições provocadas pela paralisação e os seus efeitos sobre a população da capital angolana, avança a VOA.

O director dos Recursos Humanos, Domingos Januário, disse, entretanto, que a empresa mantém a sua posição de reajustar o salário apenas em 36 por cento, contra os 200 por cento exigidos pelos grevistas.

O aparente recuo da direcção da EPAL surge depois de o sindicato ter anunciado que vai retirar o pessoal que garantia os serviços mínimos de abastecimento de água dos centros de tratamento e distribuição.

A medida, que pode aumentar as restrições de abastecimento da água, foi justificada à VOA pelo porta-voz dos grevistas, Bernardo Tungo, com a necessidade de “proteger os trabalhadores das constantes ameaças e da pressão psicológica a que estão ser vítimas” por parte da entidade patronal e Polícia.

O sindicalista disse que, até ao momento, não recebeu qualquer sinal da entidade patronal para uma eventual retoma das negociações.

A greve, por tempo indeterminado, que mobilizou mais de 300 trabalhadores, não conta com a adesão dos funcionários da empresa filiados na União Nacional dos Trabalhadores de Angola (UNTA-CS), que exige um aumento salarial em apenas 36 por cento contra os 200 exigidos pela CGSILA .

Os sindicalizados exigem ainda um aumento do subsídio de alimentação e transporte,bem como seguro de saúde para os trabalhadores e os membros do seu agregado familiar.

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