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Ghosn afirma que é inocente e acusa diretores da Nissan de traição

Ghosn (Afp)

AFP

Carlos Ghosn, ex-presidente da Renault-Nissan, repetiu que é inocente em um vídeo divulgado nesta terça-feira e gravado antes da sua detenção em 4 de abril, ao mesmo tempo em que acusou os diretores da Nissan de “traição”.

O principal advogado do executivo, Junichiro Hironaka, anunciou que apresentará na quarta-feira um recurso à Suprema Corte para solicitar a libertação de seu cliente.

“Não é uma história de ganância, de ditadura de um homem. É uma história de complô, de conspiração, traição”, declarou Ghosn em sua mensagem.

Os nomes dos diretores citados por Ghosn foram cortados da edição, a pedido de seus advogados.

“Sou inocente, esta é minha primeira mensagem. Não é algo novo, eu já afirmei: sou inocente de todas as acusações”, insistiu no início da gravação, divulgada durante uma entrevista coletiva de seu advogado.

Ghosn reiterou que as acusações são um “complô” contra ele.

“Havia medo de que na próxima etapa da aliança a autonomia da Nissan seria ameaçada”, disse, antes de recordar que sempre foi um “ferrenho defensor da autonomia”.

Ghosn enfrenta no Japão três acusações fundamentais: as duas primeiras se referem ao alegado desvio de quase 80 milhões de dólares e às manobras para esconder os recursos dos próprios acionistas.

A terceira acusação diz respeito à tentativa de transferir para a Nissan dívidas pessoais.

O empresário, detido em novembro, foi libertado após o pagamento de fiança, mas na semana passada foi novamente detido.

Os promotores japoneses acreditam que Ghosn desviou recursos da Nissan que totalizam 15 milhões de dólares entre o fim de 2015 e meados de de 2018, e que utilizou quase cinco milhões em benefício próprio.

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