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“Arroz do Povo” encontrado em quinta do ministro da Agricultura

(Afp)

VOA / por Adão Ramalho

A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau elevou para mais de 170 toneladas, a quantidade de arroz recuperado, supostamente desviado por pessoas ligada ao poder.

O arroz foi uma oferta da China e devia ser distribuído pelo Governo, mas estava a ser preparado para venda por privados.

A PJ mantém três indivíduos detidos.

Na operação conhecida como “Arroz do Povo”, iniciada no passado dia 3, a PJ aponta o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Nicolau dos Santos, e o Conselheiro do Presidente guineense, Botche Cande, como mentores da distribuição do produto doado pelo Governo da China.

A mais recente operação aconteceu na segunda-feira, 8, na quinta do ministro Nicolau dos Santos, a cerca de 70 quilómetros de Bissau, onde a PJ recuperou 36 toneladas do arroz.

Para além daquele produto, também foram encontrados alguns materiais agrícolas, nomeadamente carretas de mão, regadores, galojas, entre outros.

Os materiais, segundo fontes, faziam parte de uma doação dos parceiros do Governo guineense dirigida ao Ministério de Agricultura.

A VOA apurou que o Ministério Público notificou o Inspector da PJ, responsável pela operação “Arroz do Povo”, Fernando Jorge, para prestar declarações na sexta-feira, 12.

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