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Jornalistas angolanos criticam acção da procuradoria no caso Bastos de Morais

A soltura de Jean Claude Bastos e Jose Filomeno dos Santos continua a causar controvérsia, agora com jornalistas a criticarem o modo como a Procuradoria lidou com o caso.

Carlos Rosado de Carvalho e William Tonet convidados da edição do ultimo fim de semana do projecto Fogueira dos Jornalistas aproveitaram a ocasião para levantar dúvidas quanto a este caso e mesmo quanto às mudanças que terão ocorrido na presidência de João Lourenço.

No que se refere ao caso de Bastos de Morais e de Filomeno dos Santos, o director do semanário Expansão, Carlos Rosado de Carvalho disse que que agora “vem a senhora da PGR dizer que o contrato era leonino que isto prejudicava o estado, então ela só descobriu isso agora?”

“E porque não responderam ao semanário Expansão quando perguntamos sobre a matéria?”, interrogou.

Carlos Rosado de Carvalho diz não ter uma boa imagem dos órgãos que respondem pela comunicação institucional em Angola afirmando que “a regra é o mau funcionamento”.

“A minha experiência diz isto e isto tem a ver com o histórico, quem manda é o MPLA, é o partido que manda nisso e pronto”, acrescentou.

Já o director do jornal Folha 8, Willian Tonet disse que a Procuradoria pode ter cometido “um crime” ao soltar Jean Calde Bastos de Morais.

Tonnet disse que apesar da imagem de que há mudanças a nível da liberdade de imprensa “não houve nenhuma evolução”.

“Não vale a apena tentarem venderem uma imagem que estamos no pais das maravilhas, não estamos”, disse acrescentando que “quem fala bem de João Lourenço tem prémio, quem fala mal é inimigo”

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