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Burla Tailandesa: Gestora da UIF testemunha em tribunal

Angop

Julgamento retoma na segunda-feira com a produção das alegações (DR)

Acusada de agir de má-fé pelo réu Norberto Garcia, ex-director da extinta Unidade Técnica para Investimento Privado (UTIP), a gestora da Unidade de Informação Financeira (UIF), Francisca de Brito, apresenta, segunda-feira, em tribunal os seus argumentos de razão.

Francisca de Brito vai ao Tribunal Supremo na condição de testemunha no caso “Burla Tailandesa”. Há a expectativa que esclareça as razões que a levaram a “omitir” as informações solicitadas pelo ex-director da então UTIP.

Na base da acusação de Norberto Garcia a Francisca de Brito está a ausência de resposta a um ofício enviado pela UTIP a solicitar informação sobre a autenticidade de um cheque no valor de USD 50 mil milhões, apresentado por investidores tailandeses.

Em tribunal, o réu Norberto Garcia declarou ter recebido uma mensagem telefónica da directora da UIF a informar que nada constava sobre o grupo de tailandeses.

Segundo o ex-director da UTIP, na mensagem foi-lhe prometido mais detalhe a posterior, o que não aconteceu.

Um ano depois esse processo culminou na detenção de Norberto Garcia e de mais nove (entre angolanos estrangeiros), indiciados pelo Ministério Público de tentativa de burla por defraudação ao Estado angolano, em USD 50 mil milhões.

Sobre os acusados pesam também os crimes de associação de malfeitores, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.

O caso passou a ser conhecido por “Burla Tailandesa”, num processo em que estão arrolados angolanos (4), tailandeses (4), canadiano (1) e etíope (1).

Francisca de Brito, a última testemunha a ser ouvida, não compareceu em tribunal na data prevista (25 de Março último) por se encontrar ausente do país, devidamente autorizada pelo trio de júri da causa, levando a suspensão do julgamento por sete dias.

Com essa audição (última), que perfaz 38 testemunhas e declarantes interrogados, além dos dez réus do processo, o júri já poderá marcar a data das acareações, se for requerida, bem como das alegações. Só depois poder-se-á falar em leitura da sentença.

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