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Protestos ante Westminster no dia em que o Reino Unido deixaria a UE

Milhares de pessoas se manifestaram nesta sexta-feira em frente ao Parlamento britânico para exigir a implementação do Brexit, no dia em que o Reino Unido deveria deixar a União Europeia.

“O que queremos? O Brexit. Quando? Agora”, gritavam militantes eurocéticos, agitando bandeiras do Reino Unido.

Os deputados britânicos rejeitaram pela terceira vez nesta sexta-feira o acordo de divórcio negociado por Theresa May com a UE, mantendo o país na incerteza quanto ao seu futuro: longa extensão, saída sem acordo?

Para os manifestantes, convocados pelo movimento Leave means Leave (“Partir significa partir”), o importante é deixar a UE, mesmo que sem acordo.

“Nenhum acordo, nenhum problema”, “Bye Bye UE”, proclamavam alguns cartazes, enquanto alguns militantes exigiam um “Brexit duro” e “agora”.

“Deveríamos ter saído hoje da UE”, disse Will Smallwood, de 70 anos, de Chichester. Mas os deputados “só fazem besteira”, afirmou à AFP.

Há dois anos, a primeira-ministra Theresa May activou o artigo 50 do Tratado de Lisboa, lançando oficialmente o processo para deixar o bloco europeu, que terminaria em 29 de março de 2019 às 23h00, no horário local.

De forma imprudente, repetiu em seus discursos que o país deixaria a UE nesta data.

Mas, tendo fracassado em convencer os deputados a adoptar seu acordo, ela teve que pedir à UE o adiamento da data do divórcio, que ocorrerá o mais cedo em 12 de Abril.

– Partidários do “Frexit” –

Quase três anos após o referendo de Junho de 2016, em que o “Leave” venceu por 52%, o caos reina no Parlamento e a amargura domina a população, seja entre os eurocéticos, frustrados por não verem seu país deixar a UE, ou entre os pró-europeus, que gostariam de ver o Reino Unido voltar atrás em sua decisão.

Entre eles, o prefeito trabalhista de Londres, Sadiq Khan, inaugurou um ónibus que cruzará a capital para informar os cidadãos europeus sobre os procedimentos a serem realizados para permanecer no Reino Unido depois do Brexit.

Do outro lado do espectro político, militantes pró-Brexit completaram a última etapa de uma caminhada de 450 quilómetros do nordeste da Inglaterra até Londres. Vestindo a Union Jack como uma capa em seus ombros, desfilaram, alguns com sapatos próprios para caminhadas e outros em ternos.

De alto-falantes tocava a música “I want to break free” do grupo Queen.

Se o Reino Unido estivesse fora da União Europeia nesta sexta-feira como planeado, Jan Bowman teria “queimado fogos de artifício”. Em vez disso, esta artista de 63 anos marchou até Westminster com uma enorme faixa “Respeitem o Nosso Voto”, que ela mesma pintou. Ela acusa os deputados de terem “traído o voto popular”.

Os dois movimentos políticos franceses a favor da saída da França da União Europeia (Frexit), os Patriotes e o UPR, também estavam em Londres nesta sexta-feira.

– Orar pela nação –

À noite estão programadas “festas de despedida” tendo o Brexit como tema.

O Working Men’s Club de Bethnal Green, em Londres, promete uma “noite apocalíptica”.

“Então, solicite um visto (compre um ingresso) ou corra o risco de ser rejeitado pela alfândega – é hora de festejar como se fosse o fim do mundo, porque, vamos ser honestos, é isso que poderia acontecer”, alertam os organizadores.

Mais sóbria, a Igreja Anglicana chama os ingleses a confiar em Deus para a salvação do país e organiza durante os fins de semana momentos de oração e partilha.

Entre os textos sugeridos pela Igreja, uma oração pelo Reino Unido que pede “unir nossa nação e guiar nossos líderes”, ou outro destinado aos líderes da União Europeia, para que “eles possam liderar com sabedoria e perspicácia”.

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