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Itália e China assinam princípio de acordo sobre Novas Rotas da Seda

Afp

O primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte (E) e o presidente chinês Xi Jinping durante encontro em Villa Madama, em Roma, em 23 de março (AFP / Alberto PIZZOLI)

Os governos da Itália e da China assinaram neste sábado um princípio de acordo não vinculante pelo qual Roma participará no megaprojeto chinês das Novas Rotas da Seda, que preocupa Bruxelas e Washington.

A Itália é o primeiro país membro do G7 a integrar o projecto faraónico de infraestruturas marítimas e terrestres que a China lançou em 2013.

Diante do presidente chinês Xi Jinping e do primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte, o presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento da China, He Lifeng, e o ministro italiano do Desenvolvimento Económico, Luigi Di Maio, assinaram o documento.

Durante a cerimónia, 29 contratos ou princípios de acordo foram assinado, em sua maioria institucionais e os demais com empresa.

De acordo com a imprensa italiana, os acordos representam investimentos de entre cinco e sete biliões de euros – que podem chegar a 20 biliões de acordo com o jornal económico Il Sole 24 Ore –, no momento limitados aos portos estratégicos de Genova e Trieste.

Também foram assinados contratos com o grupo Ansaldo para a fabricação de turbinas e com o grupo Danieli para a construção de uma usina siderúrgica no Azerbaijão por 1,2 bilião de euros.

Os acordos prevêem ainda a abertura do mercado chinês às laranjas italianas, um acordo entre o gigante chinês do turismo Ctrip com os aeroportos de Roma, a empresa de ferrovias Trenitalia e o museu Ferrari de Modena, além de colaborações entre TVs públicas e agência de notícias dos dois países.

Vinte acordos que estavam sendo negociados não foram assinados, em consequências das dúvidas dos Estados Unidos, da União Europeia e de parte do próprio governo italiano, uma coaligação de políticos antissistema e extrema-direita.

“Com este protocolo de acordo, somos conscientes que além da oportunidade também existe o risco”, afirmou o secretário de Estado italiano de Economia, Michele Geraci, um fervoroso defensor dos investimentos da China e que foi professor no país asiático por 10 anos.

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