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Idal: Partido timorense Fretilin envia apoio financeiro para vítimas de ciclone

Observador/Lusa

(DR)

O partido timorense Fretilin anunciou hoje ter enviado uma contribuição financeira para apoiar as vítimas do ciclone Idai em Moçambique, numa manifestação de solidariedade “entre os dois países irmãos”.

“Apesar da distância física que nos separa, a Fretilin e o povo timorense estarão sempre juntos com o povo moçambicano e esperamos que todo este sofrimento termine o mais rápido possível”, referiu o secretário-geral do partido, Mari Alkatiri, em comunicado.

A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) está “consciente dos esforços que estão a ser feitos pelo Governo e por todo o povo moçambicano, para responder às necessidades das vítimas nas zonas afetadas e a necessidade de todas as formas de solidariedade possível”, acrescentou.

Motivo pelo qual a Fretilin decidiu fazer “uma contribuição através da conta solidária” da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), para ajudar na assistência das vítimas no “país irmão”.

Durante grande parte do período da ocupação indonésia de Timor-Leste, Moçambique acolheu não apenas Mari Alkatiri, mas vários dos principais dirigentes políticos timorenses.

“O Estado e o povo moçambicano estiveram sempre lado a lado do povo timorense, tendo apoiado a causa para a independência maubere, tendo partilhado sempre o muito ou pouco que tinham, de forma solidária e como povos irmãos que somos”, indicou o comunicado.

Além do apoio da Fretilin, um grupo de “amigos do povo moçambicano” em Timor-Leste está a reunir contributos para enviar nos próximos dias para Moçambique.

O balanço provisório da passagem do ciclone Idai é de 557 mortos, dos quais 242 em Moçambique, 259 no Zimbabué e 56 no Maláui.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março, e a ONU alertou que 400.000 pessoas desalojadas necessitam de ajuda urgente, avaliada em mais de 40 milhões de dólares (mais de 35 milhões de euros).

Portugal é um dos países que enviaram técnicos e ajuda para Moçambique, com dois aviões C-130 da Força Aérea a caminho da Beira e um terceiro, um avião comercial fretado, com partida prevista para hoje, seguindo-se um outro voo na segunda-feira, fretado pela Cruz Vermelha Portuguesa.

Mais de uma semana depois da tempestade, milhares de pessoas continuam à espera de socorro em áreas atingidas por ventos superiores a 170 quilómetros por hora, chuvas fortes e cheias, que deixaram um rasto de destruição em cidades, aldeias e campos agrícolas.

As organizações envolvidas nas operações de socorro e assistência humanitária têm alertado para o perigo do surto de doenças contagiosas.

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