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Operadores do sector piscatório beneficiam de subvenção aos combustíveis

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Namibe: Embarcações de pesca no Porto Pesqueiro do Namibe (Foto: evaristo joaquim)

A ministra das Pescas e do Mar, Maria Antonieta Baptista, anunciou, no município da Baía Farta, estar na iminência a implementação da subvenção dos combustíveis aos operadores do sector piscatório, de forma a se incentivar o aumento da produção.

Segundo a governante, que falava à imprensa no término de uma visita a várias infra-estruturas do sector nos municípios de Benguela e da Baía Farta, encontrou empresas que dizem consumir de dois mil a 10 mil litros de gasóleo/dia, o que reflecte um grande esforço financeiro no domínio energético.

Por esse motivo, perspectivou para o curto prazo (um a dois meses) a implementação do processo de subvenção aos combustíveis, de forma a minimizar o elevado custo dos empresários nesse domínio.

Admitiu ter encontrado empresas que estão a fazer investimentos avultados no sector, como uma que instalou uma unidade de produção de farinha de peixe sem antes consultar o ministério de tutela.

“ Numa altura destas, cria algumas dificuldades, uma vez que são necessários cinco quilos de peixe para a produção de cada quilograma de farinha de peixe e nós temos que racionalizar os recursos”, disse.

Indicou que em todas empresas que visitou baixou recomendações pedagógicas, principalmente sobre a legislação vigente, no sentido de que tudo volte à normalidade.

Quanto as dificuldades verificadas, defendeu existirem algumas, sem enumerá-las, adiantando que o seu pelouro vai trabalhar ultrapassá-las.

Sobre a escola básica de formação profissional de pescas, que visitou igualmente, reconheceu viver algumas dificuldades, já que se situa junto a uma salina, o que está a acentuar a sua degradação por meio da corrosão, impondo a necessidade da sua requalificação.

Enquanto isso, José Jamba Paulo, sub-director pedagógico daquela instituição de ensino técnico, indicou que desde a abertura da escola, em Agosto de 2012, 205 estudantes concluíram a sua formação, sendo 83 no primeiro grupo de finalistas, 50 no segundo e 72 outros no último grupo.

Ainda assim, acrescentou, 418 alunos estão inscritos no presente ano lectivo em quatro cursos técnico-profissionais, nomeadamente “Manutenção naval”, “Contra mestre pescador”, “Electromecânica de frio” e Electricidade naval”.

No município de Benguela, na zona da Caota, Maria Antonieta Baptista visitou as pescarias Guanda Pescas, Fuhai, Famiha, ao passo que na Baia Farta passou pela Vimar, Socipescas, Iemanjá, Alva Fishing e Tchipepa Tchiwa.

Só na primeira (Guanda Pescas) estão assegurados 800 postos de trabalho para angolanos e 150 aos expatriados, embora os níveis de captura tenham baixado para as duas mil toneladas nos primeiros três meses do ano, contra 40/50 mil toneladas/mês em 2016.

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