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Morte de dirigente da UNITA em mina de ouro no Chipindo gera troca de “mimos” com o MPLA

O PAÍS

Imagem de arquivo (DR)

Trata-se de Palmira Ngueve, 45 anos, secretária municipal da LIMA, braço feminino da UNITA, que estava entre os 12 homens que morreram soterrados numa mina de ouro na localidade de Tchicuele, no município do Chipindo, província da Huíla, segundo fonte do partido MPLA “Confirmamos que a única vítima feminina era a secretária da LIMA, uma senhora muito conhecida no município, que confeccionava alimentos no mercado informal do Chipindo”, disse a fonte.

Denunciou que, nos últimos tempos, a UNITA tem vindo a incitar a população a desobedecer às normas administrativas, como é o caso da exploração ilegal do ouro no Chipindo. Entretanto, a UNITA, na voz do seu secretário provincial, Augusto Samuel, desmente que Palmira Ngueve tenha sido secretária da LIMA, mas confirma como tendo sido militante do seu partido.

“A única mulher nesta tragédia na verdade é membro do partido e não presidente da LIMA, como afirmou o MPLA”, explicou, avançando que, entre as vítimas, estão sete militantes da UNITA (Palmira Ngueve, Domingos Kavela, Miguel Kaveto, Carlos Chimuco, António Severino, Alberto Kalenga e Constantino Chiyaya). Falando a OPAÍS, Augusto Samuel informou que os seus militantes foram à mina a título individual e não em nome do partido, e diz que as acusações do partido no poder são gratuitas e não ajudam a reconciliação nacional. Considerou-as como uma mera calúnia, em função de terem perdido terreno (aceitação política) no Chipindo para o seu partido.

Militantes do CAP Chipindo

O político disse que, para além dos seus militantes, morreram também soterrados na mina militantes do MPLA, que pertenciam ao Comité de Acção do Partido (CAP) da sede municipal do Chipindo. O político desafia o MPLA a apresentar queixa à Procuradoria Geral da República (PGR) ou ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) para apresentar provas sobre o incitamento dos seus militantes a desobedecer às autoridades.

A tragédia ocorreu às cinco horas da manhã da passada Quinta- feira, durante o processo de escavação à procura do minério, numa altura em que fortes chuvas caíam na localidade. A falta de equipamentos próprios e a inobservância das normas de segurança foram consideradas pelos especialistas em segurança mineira como sendo as causas das mortes.

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