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Maria Celestina Fernandes na festa da literatura infantil em Portugal

A escritora angolana Maria Celestina Fernandes participa, nos dias 30 e 31 deste mês, em Portugal, num intercâmbio literário denominado “Festa da Literatura Infantil em Língua Portuguesa”.

O intercâmbio vai contar com a participação de escritores do Brasil, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique.

Trata-se de um encontro de crianças, jovens e autores de diversos continentes, que cruzarão os oceanos no caminho inverso ao do percorrido pelo idioma, tem a intenção de saudar a língua portuguesa e apresentar para as crianças e jovens, a cultura e os valores do mundo lusófono.

É um projeto de educação e integração dos povos que compartilham a mesma língua.

A participação da angolana surge na sequência do convite da editora Kapulana, com a qual a autora trabalhou nas obras “Kalimba” e “Kambas”.

Maria Celestina Fernandes nasceu na cidade do Lubango, província da Huíla, a 12 de Setembro de 1945, fez os estudos primários e secundários em Luanda, tendo completado o ensino secundário no Liceu Salvador Correia.

É assistente social, formada pelo Instituto de Serviço Social “Pio XII”, e licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto.

Começou a carreira literária na década de 1980, com a publicação de trabalhos no Jornal de Angola e no Boletim da OMA.

A sua maior produção em prosa e poesia é dirigida à literatura infanto-juvenil, com destaque para as obras “A Borboleta Cor de Ouro” (1990, UEA), “Kalimba” (1992, INALD), “A Árvore dos Gingongos” (1993, Edições Margem), “A Rainha Tartaruga” (1997, INALD), “A Filha do Soba” (2001, Editorial Nzila), “A Rainha Tartaruga” (1997, INALD), “A Filha do Soba” (2001, Editorial Nzila), “O Presente” (2002, Edições Chá de Caxinde), “A Lagoa Misteriosa”(Edições Chá de Caxinde, 2013), “A Disputa entre o Vento e o Sol e Outras Histórias” (Leya/Textos Editora, 2016), “O Grande Encontro” (Porto Editora/Plural Editores, 2016), “Kambas para Sempre” (Editora Kapulana, 2017), entre outras.

Tem obras traduzidas e premiadas. Foi três vezes nomeada para o Prémio Sueco “AstridLindgren” e recebeu, em 2010, o Diploma de Mérito do Ministério da Cultura, pelo seu contributo à cultura nacional.

É membro da UEA e da Associação Cultural e Recreativa Chá de Caxinde.

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