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Mais de 60 assistidos dos Antigos Combatentes beneficiam de bolsas no ensino superior

Sessenta e dois assistidos estão a frequentar o ensino superior com bolsas asseguradas pelo Gabinete Provincial de Benguela dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria (ACVP), informou hoje, o director da instituição, Jorge Damião Sapesse.

Falando à Angop, Jorge Sapesse disse que entre os bolseiros um está a frequentar o doutoramento em Portugal e dois outros a fazerem mestrados na província.

Além destes, acrescentou, outros assistidos, cujo número não especificou, já beneficiaram do mesmo direito previsto por lei, mormente dois mestres e vários licenciados.

Adiantou que desta vez entraram de forma directa na Universidade Katyavala Bwila 30 assistidos, que contam além da respectiva pensão, com a bolsa para assegurar as necessidades decorrentes da situação escolar.

Com mais de 11 mil assistidos, segundo Jorge Damião Sapesse, o Gabinete Provincial de Benguela dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria tem trabalhado para mitigar as dificuldades destes, daí que, no início do ano, foi estabelecido um convénio com o Banco de Poupança e Credito (BPC) que, a partir deste mês de Março, vai conceder pensões antecipadas a título de crédito.

Ainda quanto a mitigação das dificuldades, sublinhou que os estudantes que frequentam cursos médios com bolsas dos antigos combatentes são em número considerável, uma situação que impõe um acompanhamento mais rigoroso para aferir o respectivo aproveitamento escolar.

Reconheceu igualmente, que os centros de formação técnico profissional públicos existentes na circunscrição têm colaborado com a instituição que dirige, ao atribuir quotas específicas para a formação destes nas diversas áreas, principalmente no domínio do empreendedorismo e da agricultura.

De recordar que, em alusão ao 15 de Março, data da expansão da luta de Libertação nacional.

Amândio Kawalita, professor do Liceu do Bocoio, orientou uma palestra intitulada “O contributo do antigo combatente na manutenção da paz e da unidade nacional”, durante a qual exortou particularmente os mais jovens a saberem ouvir os ensinamentos dos adultos para que sejam bons continuadores da nação.

Após um historial sobre o percurso dos guerrilheiros pela independência, o orador descreveu aquilo que considerou de “tenacidade”, “heroicidade” e “valentia”, o espírito que norteou os valorosos libertadores a enfrentarem a máquina opressora colonial portuguesa.

A propósito do contributo desta franja social na manutenção da paz, o director do Gabinete dos Antigos Combatente e Veteranos da Pátria lembrou que os conselhos úteis socialmente, transmitidos por aqueles que participaram da luta de libertação, devem catalisar os mais jovens a seguirem as suas obras.

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