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Rebeldes do Iémen ameaçam atacar Riade e Abu Dhabi

(Reuters)

Os rebeldes do Iémen alertaram hoje que podem atacar as capitais da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, os dois principais integrantes da coligação internacional que os combate há quase quatro anos, escreve o Notícias ao Minuto que cita a Lusa.

A ameaça ocorre numa altura em que a ONU tenta salvar um acordo de tréguas na região oeste do Iémen, considerado como crucial para os esforços diplomáticos que visam acabar com o conflito iniciado em 2014.

“Temos fotografias aéreas e as coordenadas de dezenas de quartéis-generais, de instalações e de bases militares do inimigo”, afirmou o porta-voz dos rebeldes Huthis, Yahya Saree, numa declaração divulgada pela al-Massira, a televisão dos insurgentes.

Riade e Abu Dhabi dirigem a coligação militar que apoia desde 26 de março de 2015 as forças pró-governamentais iemenitas que tentam expulsar os rebeldes, ajudados pelo Irão, das zonas que ocuparam, entre as quais a capital, Sanaa.

“Os alvos legítimos das nossas forças estendem-se à capital da Arábia Saudita e ao emirado de Abu Dhabi”, capital dos Emirados, declarou Saree.

“Fabricámos aviões de ataque de nova geração e novos sistemas estarão operacionais em breve”, adiantou, sem mais pormenores.

Os Huthis já dispararam mísseis sobre Riade e cidades costeiras sauditas e reivindicaram ataques de drones (veículos aéreos não tripulados) contra os aeroportos de Abu Dhabi e do Dubai.

Riade disse ter intercetado todos os mísseis, registando a morte de um civil por estilhaços, enquanto os Emirados desmentiram terem sido atacados por drones.

A guerra no Iémen causou mais de 10.000 mortos, segundo a Organização Mundial de Saúde, e provocou a pior crise humanitária do mundo, de acordo com a ONU.

Organizações não-governamentais calculam que o balanço real das vítimas é significativamente mais elevado.

Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se para discutir o acordo conseguido entre as partes em dezembro na Suécia, que o emissário da organização, Martin Griffiths, continua a tentar que seja aplicado.

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