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Huíla: Deslizamento de terra mata pelo menos 13 garimpeiros em mina de ouro

Com a 'Operação Transparência' já chegou a ser decretada “tolerância zero” à extracção e tráfico ilícito de diamantes em Angola (DR)

Pelo menos 13 pessoas morreram após deslizamento de terras em minas de exploração artesanal de ouro na região de Capembe, município de Chipindo, 456 quilómetros a norte do Lubango, província da Huíla.

Trata-se de uma tragédia que ocorre pela segunda vez em menos de duas semanas na região envolvendo, entre as vítimas, uma cidadã de 45 anos, um idoso de 78 anos e restantes jovens professores e desempregados.

O município possui duas áreas propensas para exploração ilegal de ouro, mas os garimpeiros optam pela de Capembe, por estar mais próxima da sede municipal, cerca de 20 quilómetros.

Em declarações à Angop, a partir do local onde continuam a decorrer as buscas, o administrador municipal de Chipindo, Hélder Lourenço, disse que até agora estão confirmados 13 mortos, cujos corpos já estão na morgue do hospital municipal, entretanto, ainda não reivindicados.

Explicou que os garimpeiros aproveitaram-se do período nocturno em que os agentes policiais se ausentaram do local, para explorar de forma ilegal, tendo sido surpreendidos por um deslizamento de terra, em face as fortes chuvas que caem na região.

Paralisado há 40 anos, a exploração de ouro no município de Chipindo, retoma este ano, finda as prospecções em 2017, pela mineira Demang-SA numa área de 67 mil hectares.

Com uma superfície territorial de três mil e 898 quilómetros quadrados, o município de Chipindo, que dista 456 quilómetros a norte do Lubango, tem uma população estimada em 64.714 habitantes, correspondendo a uma densidade de 17 habitantes por quilómetro quadrado.

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