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Conselho de Segurança da ONU estende mandato da missão no Sudão do Sul até 2020

Observador/Lusa

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou esta sexta-feira uma resolução que estende o mandato da missão da paz no Sudão do Sul (UNMISS), com 14 votos a favor e a abstenção da Rússia. O mandato da UNMISS é prolongado por um ano, no seguimento da recomendação do secretário-geral da ONU, António Guterres, no seu relatório trimestral sobre o Sudão do Sul.

O representante do Sudão do Sul junto das Nações Unidas, presente na reunião, agradeceu o relatório do secretário-geral o empenho dos Estados-membros para a resolução tomada e “todos os serviços e sacrifícios” dos países que mantêm contingentes militares no território no contexto da UNMISS. A missão de representação do Sudão do Sul endereçou também um agradecimento especial ao Japão pela ajuda na construção de acordos de paz.

Os Estados Unidos da América expressaram satisfação pela continuação do mandato que, segundo o representante permanente norte-americano, reforça os principais objetivos da UNMISS: “proteger os cidadãos, auxiliar na distribuição de assistência humanitária, monitorizar e investigar direitos humanos, e apoiar o processo de paz”.

O diplomata dos EUA Jonathan Cohen disse que a UNMISS tem de continuar o trabalho de prevenção de violência e abusos sexuais. A Rússia, único Estado-membro que não votou a favor da extensão do mandato da UNMISS, justificou que acredita que se está a pôr mais pressão e responsabilidade na missão da ONU do que no acordo de paz assinado em setembro de 2018, em Cartum. Segundo o representante permanente adjunto da Rússia, Dmitry Polianskiy, o documento votado, que “deve delinear claramente o mandato dos agentes pacificadores”, não dá indicações claras à UNMISS e está “sobrecarregado de formulações e terminologias sobre desigualdades de género e direitos humanos”.

O diplomata russo adiantou que o Comité Especial de Operações de Paz deve debater a “estratégia incompleta do secretário-geral da ONU” para a manutenção da paz e que deve contar com a participação de países com contingentes militares em missões da ONU. “Recusamos categoricamente o método de trabalho” dos titulares do Comité Especial de Operações de Paz, declarou Dmitry Polianskiy.

A Rússia apelou para que as partes sul-sudanesas “demonstrem compromisso na resolução das suas divergências” e que respeitem o acordo que ajudou a diminuir drasticamente os casos de violência e de violação de direitos humanos desde a sua conclusão, referiu o diplomata russo. A Rússia continua a “apoiar categoricamente a ação dos capacetes azuis”, que são essenciais para a estabilidade no Sudão do Sul, acrescentou Dmitry Polianskiy.

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