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Angola prepara legislação para garantir transplantes em hospitais de todo o país

As autoridades angolanas anunciaram ontem que Angola vai contar, ainda este ano, com legislação sobre transplante de órgãos humanos, há vários anos solicitada por doentes renais, e prevendo já a realização de transplantes em todo o país, noticia a Lusa.

“Está previsto para este ano a aprovação da lei de transplantes de órgãos humanos e, com a aprovação da lei, o Ministério da Saúde irá trabalhar no sentido de criar as condições para que se façam transplantes em todo o país”, disse o diretor nacional dos hospitais de Angola, Welema da Fonseca.

Falando aos jornalistas à margem do “Primeiro Workshop Renal”, que decorreu em Luanda, alusivo ao Dia Mundial do Rim, que hoje se assinala, o responsável deu conta que a esperança de vida do paciente com insuficiência renal em Angola “é equiparada aos pacientes a nível mundial”.

“Melhor assistência médica e medicamentosa e proteção legal” são, porém, algumas das inquietações apresentadas nos últimos anos pelos doentes renais angolanos que, em muitos casos, e apesar de funcionarem alguns centros de hemodiálise no país, procuram assistência médica no exterior do país.

Welema da Fonseca sublinhou que o país assiste pacientes renais desde que foram instalados os primeiros serviços de hemodiálise em Angola, referindo que os casos crónicos “têm estado a receber um tratamento equiparado a qualquer parte do mundo”.

De acordo com o diretor nacional dos hospitais de Angola, o Executivo angolano tem estado a trabalhar no sentido de “garantir que o paciente angolano insuficiente renal crónico receba o tratamento de ponta”.

“É neste sentido que temos estado a cumprir com esses pressupostos de tratamento de três vezes por semana, durante quatro horas”, concluiu.

Em janeiro de 2018, a Associação Defesa de Direitos dos Insuficientes Renais de Angola (ADIRA) queixou-se da falta de proteção legal ao doente renal crónico e defendeu a sua inclusão na Tabela Nacional de Incapacidades e Proteção.

A preocupação foi manifestada à agência Lusa, em Luanda, pelo presidente da ADIRA, Timóteo Sebastião, que lamentou a “exclusão do doente renal crónico dos programas sociais do executivo” e o “elevado índice” de despedimentos entre as pessoas com insuficiência renal.

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