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Agência de Petróleos prevê licitar 55 blocos

A Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG) prevê a licitação, ainda este ano, de 55 blocos em offshore e oneshore, anunciou nesta sexta-feira, em Luanda, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, Diamantino Azevedo.

De acordo com a Angop, ao intervir no Ciclo de conferências “Moldar o Futuro”, promovidas pela empresa de consultoria Ernest Young (EY), num contexto de novas perspectivas no ambiente económico e político angolano sublinhou que a ANPG prevê a continuação de estudos em bacias interiores, bem como as modalidades para licitação dos blocos.

O anúncio da licitação acontece depois do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos remeter para aprovação pelo Conselho de Ministros, em 2018, de um plano estratégico de exploração e licitação de novos blocos petrolíferos para o período de 2019/2022, tendo em vista a descoberta de reservas para o aumento da produção, em harmonia com o Plano de Desenvolvimento Nacional para o referido período, aprovado este ano.

Por outro lado, Diamantino Azevedo informou que a privatização parcial da Sonangol em bolsa deverá ser feita após a conclusão do Programa de Reestruturação da Sonangol E.P, no quadro do ajustamento da organização do sector.

O processo de reestruturação aprovado pelo Presidente da República, João Lourenço, em Setembro de 2018 tem por finalidade encontrar soluções capazes de contribuírem para a sustentabilidade e crescimento da indústria petrolífera em Angola.

O referido programa visa tornar a Sonangol E.P. mais competitiva e rentável, com foco na cadeia primária de valor, observando padrões internacionais de qualidade, saúde, segurança e meio ambiente.

Segundo o ministro, a meta do Executivo é maximizar o valor de cada barril do petróleo produzido em Angola.

O titular da pasta assegura o empenho na revisão e aprovação de uma legislação sobre o conteúdo local que é um aspecto importante da actividade petrolífera, que deverá ir à consulta pública em Maio ou Junho, esperando que todos os actores tenham a oportunidade de partilhar as suas ideias.

Diamantino Azevedo manifestou-se preocupado com a capacitação dos quadros nacionais. “Estamos empenhados na melhoria da questão da formação, preocupados com a questão dos técnicos angolanos, pois muitos têm estado a perder os seus empregos”, disse.

De acordo com o ministro, outra preocupação está relacionada com a falta de oportunidade dos primeiros estágios aos estudantes formados, estando o sector a trabalhar para que nenhum angolano que se forma não tenha no mínimo a oportunidade fazer o primeiro estágio.

Promovidas pela EY, num contexto de novas perspectivas no ambiente económico e político angolano, o Ciclo “Moldar o Futuro” assume-se como um contributo da empresa, visando a partilha de experiências e o fomento da discussão em torno dos temas centrais da agenda de crescimento económico de Angola.

O Ciclo de Conferências “Moldar o Futuro”, iniciado nesta sexta-feira, 15 de Março, prossegue ao longo deste ano e deverão ser debatidas as principais tendências de sectores estratégicos da economia nacional.

“Reorganização do Sector do Petróleo e Gás em Angola”, “O Caminho para a Diversificação”, “Infra-estruturas e Crescimento Económico” e “Capacitar Angola”, foram as quatro temáticas seleccionadas para a primeira edição do Ciclo de Conferências.

Na Conferência dedicada ao sector Petrolífero foram apresentados os objectivos de política pública, debatidas as grandes tendências internacionais sobre o sector e identificadas as oportunidades para que novos agentes privados, nacionais e internacionais, se envolvam no relançamento do sector em Angola.

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