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Saúde notifica mais de 12 mil novos casos de malária em dois meses

O número de mortes por malária em Angola reduziu para seis mil em 2014 contra 20 mil no ano 2000 (Foto: África Today)

Doze mil e 622 novos casos de malária foram notificados de Janeiro a Fevereiro deste ano, em diferentes unidades sanitárias do município de Benguela, menos três mil e 821 em relação a igual período do ano anterior.

A informação foi prestada hoje, quinta-feira, à Angop, pelo director da Repartição Municipal da Saúde Pública, Garcia Paulo da Costa, quando analisava o quadro epidemiológico das zonas A, B, C, D E F, localidades que integram o município sede de Benguela, avançando que seis mil casos foram registados no mês de Janeiro, com três mortes, e 6.622 em Fevereiro.

Comparativamente ao mesmo período de 2018, haviam sido registados 10 mil e 400 casos da doença no mês de Janeiro, com sete óbitos, enquanto em Fevereiro do mesmo ano notificou-se seis mil e 43 casos positivos, com 13 mortes, cujas principais vítimas foram crianças e mulheres em estado de gestação que, vezes sem conta, procuram pelos serviços tardiamente.

Embora os últimos indicadores elucidem a diminuição da doença no município de Benguela, a julgar pelo percentual populacional calculado em mais de 650 mil habitantes, o paludismo continua a constituir ainda um dos maiores problemas de saúde pública e causa de mortes, principalmente infantil.

Ressaltou o esforço da Repartição Municipal da Saúde e da Administração local no sentido de imprimirem maior dinâmica às campanhas de prevenção contra a malária, indo ao encontro das pessoas (moradias), fazendo a pulverização e trimestralmente a fumigação com equipamentos apropriados e insecticida.

Garcia da Costa informou que a instituição também desenvolve, trimestralmente, a identificação e tratamento dos criadores permanentes e temporais de mosquitos instalados em valas de drenagem localizadas nas zonas A, B, e F, tendo neste momento identificado já 24 criadores permanentes.

Explicou que os criadores temporais, que são larvas de mosquitos, surgem em função da época chuvosa e quanto maior for o número de quedas pluviométricas elas se multiplicam, sendo estes, tratados diariamente.

Para tal, avançou, uma equipa de seis técnicos de luta anti-larval garantem o trabalho na selecção de um bairro, para a identificação e captura do mosquito causador da malária.

O director disse que, como resultado, já foram capturados nos últimos meses 315 tipos de mosquitos no município, tais como os que provocam a malária, dengue, a shicungunia e febre-amarela.

O responsável sublinhou que os mosquitos identificados de forma selectiva permitiram detectar no ano passado um caso de dengue, num bairro localizado na zona F.

O programa de prevenção, disse, inclui também a distribuição de mosquiteiros tratados com insecticida, dos quais foram distribuídos no ano passado 92 mil e 250 e beneficiado apenas 160 mil pessoas, a razão de um mosquiteiro para duas pessoas, embora se saiba que numa dada residência ou família a composição é de seis a sete membros.

Considerou de ínfimo o número de mosquiteiros tratados com insecticida distribuídos a população, para que seja possível dar cobertura a todos os membros da família.

O responsável salientou que, até 2018, o plano de contingência para a prevenção da malária estabeleceu a fumigação domiciliar de forma trimestral que resultou na realização de quatro campanhas/ano.

Considerou essa cifra insatisfatória, devido a exiguidade de recursos financeiros para a implementação cabal dos diferentes programas, como a sensibilização da população para o uso correcto dos mosquiteiros e de cuidados a ter com as águas paradas, entre outros, para evitar a infecção ou a picada do mosquito.

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