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Mundial 2022: FIFA toma decisão de milhões

São mais 350 milhões de euros em receitas, e mais 16 federações nacionais satisfeitas em cada edição do Mundial de Futebol. Um negócio milionário que, ao que parece, contenta toda a gente…

Segundo explica a DW África, mais cedo do que o previsto, a FIFA encara a possibilidade de organizar em 2022 a primeira fase final de um Campeonato do Mundo de futebol com 48 seleções. A ideia é lançada pelo Presidente do organismo, garantindo que essa é uma proposta que está a ser estudada e será objeto de discussão e votação até ao próximo mês de junho.

Gianni Infantino abriu caminho a uma organização conjunta do Qatar com alguns países vizinhos, antecipando em quatro anos o novo modelo. Falando à margem da 13ª Conferência Internacional de Desporto do Dubai, o líder da organização admite que o aumento de jogos (de 64 na versão de 32 equipas, para 80 encontros no modelo com 48), implicaria a necessidade de algumas partidas se realizarem fora do território qatari.

Bloqueio terá de ser levantado

Nesta linha de raciocínio, emergem Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Omã e Emirados Árabes Unidos (EAU) como fortes possibilidades. Há, porém, um entrave que teria de ser ultrapassado: o bloqueio atual, imposto por Bahrein, Egito, Arábia Saudita e EAU ao Qatar. Para que o envolvimento de algum dos países limítrofes fosse uma realidade, o bloqueio deverá ser levantado, sobretudo o levantamento de restrições à circulação de pessoas e mercadorias.

De acordo com um estudo de viabilidade encomendado pela FIFA a propósito da possibilidade de alargamento já em 2022, a realização de um Mundial com 48 equipas significaria um encaixe suplementar de 120 milhões de dólares em direitos televisivos, 150 milhões em direitos de comercialização de produtos e imagem, e 90 milhões em emissão de bilhetes para as partidas em acréscimo (mais 16 encontros). Trata-se, portanto, de uma gigantesca operação financeira que está em jogo e discussão no Conselho da FIFA, que esta sexta-feira se realiza em Miami, nos Estados Unidos da América. Um total de 300 a 400 milhões de dólares norte-americanos em receita adicional, caso a ideia de Infantino vingue, é, convenhamos, argumento de muito peso para que os máximos responsáveis do futebol mundial decidam a favor da proposta e, portanto, da sua implementação já em novembro e dezembro de 2022, no Qatar.

África é o continente mais beneficiado

Do ponto de vista desportivo, Gianni Infantino tem a seu favor o natural aumento de quotas de participação das confederações continentais, granjeando assim o seu indispensável apoio. Deste modo, África é o continente mais beneficiado, pois passará dos habituais cinco representantes para um contingente de nove. A Ásia melhora de quatro (ou cinco), para oito lugares garantidos, enquanto a CONCACAF (América do Norte, Central e Caraíbas) e a CONMEBOL (América do Sul) contarão com seis seleções presentes cada. A Europa aumenta a sua representação de 13 para 16 equipas, enquanto a Oceânia, cujo campeão, no atual modelo, tem de disputar um “play-off” intercontinental para ter acesso ao Mundial, passará a garantir, sempre, um representante.

Conjugam-se as vontades, portanto, para que seja antecipada em quatro anos a fórmula de um Mundial de futebol com 48 equipas. A sua estreia, inicialmente prevista para 2026, na prova que, pela primeira vez, contará com a organização conjunta de três países (Canadá, Estados Unidos da América e México), deverá ter lugar no Golfo Pérsico, já em 2022, numa espécie de relação “win win” para os diversos parceiros: muito mais dinheiro na previsão de lucros, mais jogos, mais espetadores, mais promoção dos destinos recetores, mais jogadores participantes e federações envolvidas, mais gente satisfeita…

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