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Edifício que colapsou na Nigéria estava marcado para demolição desde 2018

Funcionava uma escola no terceiro andar do prédio. Dezenas de pessoas ficaram soterradas.

Um edifício de três andares desabou às 10h00 locais (09h00 em Angola) desta quarta-feira, em Lagos, na Nigéria, num momento em que decorriam aulas numa escola que funcionava no último piso. Dezenas de pessoas ficaram soterradas, incluindo crianças.

Segundo o Notícias ao Minuto, o prédio inseria-se numa zona populacional de Lagos e albergava ainda um centro de reabilitação e uma mercearia.

Em conferência de imprensa esta manhã, a equipa de resgate confirmou que “cerca de 40 pessoas foram resgatadas com vida” dos escombros, mas que ainda “não há número oficial para as vítimas mortais”, refere o DW, que está presente no local.

Segundo o mesmo meio, as operações de resgate pararam por agora – estão a desviar os escombros, com recurso a uma retroescavadora. E as equipas de resgate referem que não esperam encontrar mais ninguém, garantindo ter procurado meticulosamente ao longo de toda a área.

Ao canal alemão, vários habitantes locais deram conta de que o edifício era muito velho e que era suposto ser demolido. A informação foi mais tarde confirmada pelo governador do Estado de Lagos, Akinwuni Ambode, referindo ainda que a escola que estava dentro do edifício era ilegal e não tinha autorização para funcionar naquele local.

A sinalização para demolição foi ainda confirmada pelo responsável de relações públicas da Agência de Controlo de Edifícios do Estado. “O edifício já estava afetado em 2018 e nós marcámo-lo [para demolição] em 2018. Evacuámos o edifício, mas, infelizmente, eles [os ocupantes] acabaram por regressar”, disse Gbade Tola ao jornal económico nigeriano Business Day.

Segundo o The Punch, um jornal local, que cita testemunhas e os hospitais, estará uma mulher grávida entre as vítimas mortais, bem como o proprietário da escola e 19 outras pessoas, incluindo pelo menos 12 alunos. No entanto, a Agência Nacional de Gestão de Emergências do país, fala em oito mortos e 34 pessoas resgatadas com vida. Para já, os números são pouco claros.

É ainda descrito que o sentimento geral entre os habitantes locais presentes na zona da tragédia é de incredulidade face ao o que ocorreu. Apesar de tudo, esta não é a primeira situação do género que ocorre no país, sobretudo devido ao uso de materiais de construção de fraca qualidade e à falta de normas de controlo.

No entanto, desconhece-se para já o que provocou a queda do edifício.

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