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Vários mortos no colapso de uma escola na Nigéria

(DR)

O colapso de um prédio com uma escola esta quarta-feira em Lagos, na Nigéria, fez vários mortos. A confirmação foi dada pelo governador de Lagos, que não adiantou quantas pessoas tinha morrido, avança a Sic Notícias.

“Resgatámos cerca de 25 pessoas, algumas delas mortas”, disse Akinwunmi Ambode, citado pela agência Reuters.

O edifício de três andares desapareceu, por volta das 10:00 (09:00 em Lisboa) e a escola primária que funcionava no último piso ficou reduzida a escombros. O prédio situava-se num bairro de construções frágeis da capital nigeriana, uma área densamente povoada.

Acredita-se que a escola teria pelo menos 100 alunos na altura do colapso.

No local, concentram-se os pais e familiares das crianças, que assistem às operações de resgate em curso. “Temo que existam muitas pessoas encurraladas no edifício, incluindo muitas crianças”, disse o porta-voz da agência de emergência, Ibrahim Farinloye, à BBC.

Nos primeiros momentos após o colapso, a população abriu caminho entre os escombros nas primeiras manobras improvisadas de resgate.

OPERAÇÕES DE RESGATE SÃO UM “CAOS”

O Comandante dos Bombeiros de Algueirão-Mem Martins fala em “desorganização” e “caos” nas operações de resgate.

Em entrevista à SIC Notícias, Joaquim Leonardo diz ainda que, através das imagens que chegam do local, é possível ver “tudo aquilo que nunca poderia ser feito”, ou seja, não foi criada uma área de segurança, pois não se sabe até que ponto os escombros estão estabilizados.

“TIRAR CRIANÇAS COM BALDES DE MÁQUINA É UMA COISA COMPLETAMENTE INACEITÁVEL”

Ricardo Ribeiro da Associação de Técnicos de Segurança e Proteção Civil diz que é preciso manter a segurança do local e fala num perímetro que devia ter sido estabelecido, o que não aconteceu. Em entrevista à SIC Notícias, Ricardo Ribeiro dá conta ainda da “falta de organização e competências” nas operações de resgate.

Os colapsos de edifícios são uma situação frequente na Nigéria, onde as regras de construção não são respeitadas. O caso mais grave aconteceu em setembro de 2014, quando 116 pessoas ficaram soterradas no colapso de um prédio de seis andares.

NAS REDES SOCIAIS

A tragédia já chegou às redes sociais e, no Twitter, a palavra “Nigéria” é um dos assuntos do momento, com mais de 91 mil tweets.

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