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Supremo retoma hoje o julgamento da “Burla Tailandesa”

(DR)

O julgamento do caso “Burla Tailandesa” prossegue hoje com a audição de mais declarantes, depois de na quarta-feira da semana passada terem sido ouvidos quatro e na quinta-feira dois.

Na audiência de quinta-feira, avança o JA, foram ouvidos o chefe de Departamento de Análises e Avaliação de Projectos da extinta Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), Lello Francisco, e Ruth Gomes, do Departamento Jurídico.

Lello Francisco declarou que desde o início das negociações não viu seriedade da parte dos investidores tailandeses, portadores do suposto cheque de 50 mil milhões de dólares, que seriam usados como isco para burlar o Estado angolano. Disse que no momento certo manifestou a inquietação à directora-adjunta da UTIP e demais colegas.

“Faltou alguma prudência da parte da UTIP, que devia, previamente, avaliar a idoneidade dos investidores antes de dar qualquer passo”, declarou. Lello Francisco sublinhou que a instituição, liderada na altura pelo ex-secretário para a Informação do MPLA, Norberto Garcia, facilitou os tailandeses na interacção com outras instituições angolanas, para a concretização dos investimentos no país.

Ruth Gomes, a outra declarante, disse que apenas tomou conhecimento da existência do cheque de 50 mil milhões de dólares durante o primeiro encontro promovido pela Unidade Técnica, com os tailandeses e representantes de algumas instituições bancárias do país.

A declarante disse também ter notado falta de seriedade da parte dos tailandeses, porquanto no encontro “o senhor Raveeroj
Ritchchoteanan, o auto-intitulado dono do cheque de 50 mil milhões de dólares, insurgiu-se contra um funcionário bancário quando este questionou-lhe sobre a veracidade do cheque”.

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