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Hospital em Malanje suspende partos por falta de água

MULHERES GESTANTES NA MATERNIDADE (ARQUIVO) (FOTO: ANGOP)

Os trabalhos de parto na unidade sanitária do bairro da Cahála, arredores da cidade de Malanje, estão suspensos, há cerca de um ano, por falta de água da rede pública, confirmou a responsável, Teresa de Sousa, durante uma visita efectuada quarta-feira, pelo vice-governador para a área Económica e Social, Domingos Eduardo.

De acordo com o JA, Teresa de Sousa acrescentou que, além da falta de água, vários serviços encontram-se paralisados, por não disporem de técnicos especializados, como raio X, ginecologia, obstetrícia e estomatologia.

Actualmente, segundo a responsável, são atendidas diariamente mais de setenta pacientes, nas áreas de pediatria e medicina. Assinalou que as doenças diarreicas agudas, o paludismo e insuficiência respiratória, entre outras, completam o gráfico das doenças mais frequentes assistidas no centro, que precisa de mais dez técnicos, para responder ao grau de necessidades e melhorar o atendimento à população.

Outros problemas do centro apontados pela responsável estão relacionados com a falta de serviços de internamento, pois, em caso de gravidade, recorrem ao Hospital Geral de Malanje, uma vez que a área antes destinada aos internamentos vai servir o centro comunitário de saúde mental.

O director provincial da Saúde, Avantino Sebastião, assegurou existirem fármacos suficientes no Depósito Provincial de Medicamentos, fornecidos regularmente pelo Secoma, assim como a disponibilização de verbas às unidades sanitárias de referência, para a aquisição de material gastável.

Quanto à falta de água, Avantino Sebastião avançou que já foi cabimentado um valor para a canalização de água ao centro.
No que toca à falta de quadros para preencher as distintas áreas daquele centro hospitalar, o director explicou que a única solução é aguardar pelos candidatos especializados, que concorreram recentemente.

O responsável mostrou-se preocupado com a avaria da incineradora para a queimada do lixo hospitalar e apelou aos responsáveis das unidades hospitalares no sentido de criarem mecanismos para darem melhor tratamento e evitar-se a sua exposição ao ar livre.

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