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‘Batata quente’ para a FAF: ‘Carnaval’ no jogo CDH e o 1º de Agosto

1º DE AGOSTO EMPATA NA HUÍLA (ARQUIVO) (FOTO: ROSÁRIO DOS SANTOS)

Rebentou o nó que resistia nos jogos entre as equipas militares: 1º de Agosto e Desportivo da Huila. A mais recente ‘pouca vergonha’, aconteceu no empate a três golos no jogo que contou para a segunda volta do Girabola, destapando as cortinas da corrupção existente entre os dois emblemas, com a conivência da FAF, que se senta na poltrona, para ver a pouca vergonha, numa autêntica aberração e falta de verdade desportiva.

A 17ª jornada do principal campeonato de futebol nacional, vulgo Girabola Zap, ficou manchada com a falta de verdade desportiva que os dois conjuntos militares, os do rio seco e os da frente sul, protagonizaram no mítico estádio do Ferrovia na cidade do Lubango.

A jogar na presença de Cristo Rei e na semana do Carnaval, as militares formações não esconderam o amadorismo que existe entre ambas, desvalorizando completamente o público presente no local, ávido de ver bom futebol, a julgar pelo potencial das duas equipas.

O 1º de Agosto perdia até ao minuto 70 do encontro por 3-1, chegou mesmo a igualdade no marcador por displicência total dos seus opositores, que se limitavam, por incrível que pareça, a disputar os lances com dignidade e defender o resultado com dentes e unhas.

O conjunto huilano foi impedido de utilizar alguns dos seus melhores jogadores, fruto do convénio existente entre os dois clubes, nomeadamente, Manucho Dinis, Jackes, e Ibukun, cedidos por empréstimos, ao contrário do que se vê na Europa, onde jogadores na mesma condição, são permitidos alinhar e, que em caso de marcarem golo não podem festejar.

Reacções
As reacções em torno desta partida não se fizeram esperar, que dentro das quatro linhas, como para os aficionados do desporto rei.

Só para se ter uma ideia, os dois técnicos, por exemplo, apresentaram discursos semelhantes, numa demonstração clara que as coisas não vão bem e que a corrupção é o cartão de visita dos clubes militares.

Dragon Jovic, disse na ressaca do empate, que caso as coisas continuarem como estão vai colocar o seu lugar a disposição, tudo porque é obrigado a utilizar alguns jogadores que na sua perspectiva, não têm qualidade para estar no plantel, os chamados atletas de direcção.

Mário Soares, por sua vez, disse que os seus atletas facilitaram a vida ao adversário e que assume meia culpa pela pouca vergonha que fizeram passar aos seus adeptos e amantes de futebol presentes no campo.

“Vamos fazer uma análise do que se passou em campo e corrigir o que esteve mal, porque não devemos permitir que cenas muito vergonhosas como essas aconteçam no nosso futebol”, lamentou, garantindo melhorias nos próximos encontros e, que se verem uma nova postura da sua equipa é porque a análise funcionou.

Entretanto, a Federação Angolana de Futebol (FAF), órgão reitor do futebol nacional, já se pronunciou sobre o triste episódio verificado no jogo. Segundo apurou este jornal, está a analisar minuciosamente o video bruto do jogo, e irá pronunciar-se nos próximos dias.

Entretanto, esperam-se, naturalmente, bons resultados do estudo que está ser feito sobre o vídeo que retrata tudo quanto se passou em campo, com pronunciamentos contundentes das duas equipas técnicas.

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