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Banco alemão investe mais de 2 milhões de euros no Cuando Cubango

(DR)

O banco alemão KFW vai investir nos próximos dias cerca de dois milhões de euros no projecto da Área de Conservação Transfronteiriço KAZA, na componente angolana, para a construção da sede do secretariado no município do Cuito Cuanavale, província do Cuando Cubango.

A informação, segundo a Angop, foi avançada esta quarta-feira, em Menongue, pelo gestor de programas do banco KFW, Nils Meyer, à saída de um encontro que sua delegação manteve com o governador em exercício do Cuando Cubango, Bento Francisco Xavier.

O valor servirá igualmente para a construção de bases operativas dos fiscais nos parques de Mavinga e Luengue-Luiana.

Desde 2015, aquele banco alemão investiu, numa primeira fase, cerca de um milhão e 200 mil euros, que serviram para a compra de vários meios, com destaque para sete carros de marca Toyota Land Cuiser, oito telefones satélites e 12 motorizadas, entre outras acções.

Segundo precisou, o montante serviu igualmente para a compra de 150 pares de uniformes para igual cifra de fiscais ambientais, tendas, lanternas, cadeiras, dois barcos mesas, sistema de comunicação de alta frequência, bem como o financiamento de um projecto agrícola que está a ser executado pela ONG Acadir.

Explicou que o projecto agrícola vai beneficiar as comunidades locais, sobretudo nas políticas práticas que estimulem maior rendimento de colheita nas diversas culturas, no sentido de reduzir o conflito entre o homem e o animal.

O gestor fez saber que o projecto tem três fases e que esta é a primeira, mas até a última fase serão investidos 4 a 5 milhões de euros para a componente angolana, cujo término do financiamento está previsto para 2020.

A terceira fase, explicou, vai contemplar as áreas de dispersão de vida selvagem que são transfronteiriças e, no caso de Angola, será a área do Cuando. Para esta fase foram identificadas quatro áreas específicas como melhoria da gestão dos parques, combate à caça furtiva, melhoria dos meios de subsistência das comunidades, mitigar o conflito homem-animal e o plano de utilização da terra.

Focou ainda a questão transversal do fomento do turismo transfronteiriço, um eixo importante para Angola, questão que pode ter diversas componentes, como a publicidade e marketing, entrada de turista no território angolano, ajudar a simplificar os requisitos de vistos de entrada conforme foi feito entre a Zâmbia e o Zimbabwe, a par do desenvolvimento do pacote turístico em combinação com a Namíbia e a Zâmbia.

O governador em exercício do Cuando Cubango reconheceu os esforços que têm sido feitos pelo banco em financiar acções do projecto KAZA na componente angolana. E considerou que iniciativas do género têm de ser continuadas para alavancar o desenvolvimento daquele território do país.

Reconheceu que com a execução do projecto, através do financiamento do banco KFW, o número de animais, que eram abatidos por caçadores furtivos nos parques de Mavinga e Luengue-Luiana, reduziu significativamente, tendo, por outro lado, solicitado apoio com mais meios, como quatro carros todo-terreno para que haja mais protecção dos parques.

Sublinhou que o projecto terá êxitos desejados se houver acessibilidade ao longo das áreas onde será desenvolvido, uma vez que a questão das estradas constitui uma das grandes preocupações das autoridades governamentais locais, a par do processo de desminagem, pelo que urge a necessidade da intervenção do governo central neste particular.

Defendeu que a principal prioridade para o governo provincial é a acessibilidade rodoviária, uma vez que o terreno da zona em que o projecto será implementado é de difícil circulação.

A nível local, disse o governante, esforços têm sido direccionados na criação de condições para as fronteiras com a Zâmbia e Namíbia, na mobilização e sensibilização das populações no sentido de cooperar na implementação do projecto para que seja um sucesso.

Bento Francisco Xavier solicitou os ministérios do Ambiente e do Turismo no sentido de apoiar o governo do Cuando Cubango nas várias iniciativas, sobretudo na questão da recuperação das estradas e no processo de desminagem das áreas ainda minadas.

A delegação, em que fez parte representantes de Moçambique, do Polo de Desenvolvimento Turístico do Okavango, do KAZA-Angola, do ministério do Ambiente e do Turismo, Acadir, entre outros, trabalha desde domingo, tendo visitado a sede do município do Cuito Cuanavale e a Escola Nacional do Ambiente (Menongue).

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