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Subida de preços da cesta básica reduz dieta alimentar dos angolanos

Produto da cesta básica (Arquivo) (DR)

A subida de preços dos produtos da cesta básica nos últimos dias, em todo país está na base do empobrecimento da dieta alimentar dos angolanos, principalmente, em Luanda, uma vez que o poder de compra reduziu significativamente com a desvalorização da moeda.

Dentre os produtos cujos preços dispararam estão a fuba de milho, óleo vegetal, massa alimentar, carne seca, açúcar e feijão.

Segundo Maria Fortunato, natural de Benguela, que por questões laborais resolveu mudar-se para Luanda, há 12 anos, é inconcebível que os preços dos produtos de primeira necessidade aumentam numa altura em que o Executivo fala em melhorias da condição de vida dos angolanos.

A cidadã que se encontrava naquele momento em compras num dos armazéns situado no município do Talatona, distrito urbano do Benfica, sente-se ameaçada e desconfortável face aos actuais constrangimentos que agora enfrenta, ao aperceber-se que os preços da maior parte dos produtos da cesta básica aumentaram o que, a seu ver, vai desembaraçar a vida de muitos cidadãos.

“É-me difícil acreditar no que vejo neste momento, é inacreditável que o país perca o controlo das coisas e admita que qualquer pessoa assuma a liderança e faz de Angola a famosa salada “russa”, associada à especulações de preços sem anuência de autoridades afins”, desabafou Maria.

Manuel Gaspar, taxista da rota Golfe II / Camama 1, avançou ao Visão que o Executivo perdeu o controlo dos problemas candentes que já deviam ter sido ultrapassados, inquietando até agora a população da cidade capital e do país em geral. “Nós agora temos dois graves problemas já identificados nomeadamente, a crise de preços da comida e o desemprego”, identificou.

Gaspar, desempregado há três anos, fez saber que quando um governo soberano não for capaz de resolver as principais preocupações básicas, fragiliza também o desenvolvimento socio-económico do país.

Durante uma ronda efectuada por Luanda, pelo Portal de Angola apurou que um saco de açúcar vendido a 8 mil 500 kwanzas, ronda agora os 10 mil 600, uma caixa de massa alimentar que custava os mil e 700, agora passa para 2 mil e 500 respectivamente, bem como uma caixa de óleo vegetal que era vendida a 3 mil 800 para 4 mil 700.

Na ocasião, Nkuanza Pedro, professor do complexo escolar Simão Tôco, assegurou que a situação de Angola não se resume apenas na subida drástica dos preços da cesta básica, mas define-se basicamente nas causas dessa subida. “A subida dos preços é uma guerra que se declara contra o pacato cidadão que ainda vive inúmeras problemas sociais” explicou.

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