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Cidadãos lusos defendem instalação de Consulado na Huíla

Lubango, capital da Huíla (DR)

Cidadãos portugueses residentes na província da Huíla são unânimes na ideia da necessidade de instalação de uma representação consular no Lubango, como forma de facilitar a renovação e tratamento de documentos, pelo que vão apresentar essa preocupação, quinta-feira, ao estadista português, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua deslocação à região.

Em declarações à Angop, esses cidadãos, alguns dos quais já com dupla nacionalidade, pediram igualmente as autoridades angolanas a instalação, no Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), do sistema de colheita de dados biométricos para renovação do cartão de residente, a julgar pelos constrangimentos e o elevado custo na deslocação a Luanda para esse fim.

Ao todo, o SME controla 600 imigrantes portugueses residentes, mas existem outros mil com visto de trabalho e de negócios, que de cinco em cinco anos são “obrigados” a deslocar-se a capital do país, afim de renovar os cartões de residente pela razão de serem emitidos só em Luanda, o que torna difícil pelos custos da viagem e alojamento.

Isabel Mendonça, residente na Huíla há 22 anos, disse que há 10 enfrenta constrangimentos na renovação dos dados biométricos, pelo facto dos bilhetes de passagem para Luanda serem caros, associado ao alojamento.

Gestora de um parque infantil, a empresária acredita que a nível das estruturas do SME na província da Huíla existem condições e capacidade profissional para que alguns serviços sejam prestados localmente, e que a visita do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa traga melhorias a comunidade, com realce na implementação de um consulado.

Um outro cidadão luso-angolano, que reside na Huíla há 60 anos, Horácio Reis, referiu que a visita do Presidente Marcelo representa o reatar dos laços de amizade e cooperação existente entre os dois povos “irmãos”, que algum tempo foi manchada por questões políticas entre governantes.

Jornalista de profissão, referiu que a visita vai galvanizar o empresariado português a investir cada vez mais em Angola, pelo facto de ainda se registar défice de quadros nos mais variados ramos, com realce para a agro-indústria, educação, saúde, pesca, onde a saúde conta com equipamentos de ponta, mas sem quadros para o manuseio.

Sublinhou que a relação entre os dois povos data de há séculos, a par das questões políticas, o povo foi sempre irmão e acredita que a implementação de um consulado encurtaria as viagens a Benguela, Luanda ou na embaixada portuguesa na Namíbia, em busca de serviços, o que as vezes não são bem sucedidos dada a enchente que se registam no local, dai a mal prestação.

Já a directora pedagógica da escola de cooperação portuguesa do Lubango, Ana Quelhas, que vive na Huíla há 14 anos, salientou a demora nos vistos, quer para estudantes como para docentes.

Disse esperar com expectativa a visita do Presidente Rebelo de Sousa, e que acresça valor à vida dos portugueses residentes na Huíla, com destaque para os “tão esperados” serviços de um consulado, pois actualmente perdem entre dois a três dias úteis de trabalho em busca dos mesmos noutras paragens.

Referiu que, a nível da instituição que dirige, estudam mais de 100 alunos de nacionalidade portuguesa, dos quais muitos perdem oportunidade de bolsas de estudos devido a demora na cedência ou renovação de vistos, que nalguns casos chegar a demorar um ano.

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa visita oficial a Angola de 6 a 8 do corrente mês, a convite do deu homologo angolano, sendo que no Lubango, província da Huíla, vai visitar as antigas instalações do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), onde existe um projecto de instalação de um museu, com cooperação portuguesa, a escola portuguesa, assim como dará uma aula magna de direito constitucional na Universidade Mandume Ya Ndemufayo (UNM).

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