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Porquê o silêncio de tantos países africanos em relação à Venezuela?

O presidente venezuelano, Nicolas Maduro durante assinatura de acordos no palácio presidencial de Miraflores, em que também participaram autoridades do Banco Central da Venezuela (BCV), e o ex-presidente da Endiama, António Sumbula, entre outros altos representantes dos dois países (arq/DR)

A comunidade internacional está dividida em relação à Venezuela. Dezenas de países apoiam o autoproclamado Presidente Juan Guaidó e outros defendem Nicolás Maduro. Poucos países africanos se posicionam sobre o assunto.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, chegou na segunda-feira à tarde (04.03) ao aeroporto de Caracas, desafiando ameaças de prisão do Governo de Nicolás Maduro.

“Estamos aqui na Venezuela, depois de uma bem-sucedida viagem internacional e do reconhecimento de dezenas de países, em busca de apoio humanitário e à causa venezuelana e democrática, para continuar a exercer a autoridade e conseguir o fim da usurpação, um governo de transição e eleições livres”, afirmou Guaidó à chegada citado pela DW África.

Na altura em que o opositor e presidente da Assembleia Nacional regressou a Caracas, depois de um périplo por vários estados da região, milhares dos seus apoiantes, começaram a concentrar-se em várias cidades do país, pedindo liberdade, vestidos de branco e com bandeiras da Venezuela.

Há semanas que a Venezuela vive num limbo político, devido a uma luta de poder entre Guaidó, reconhecido como Presidente interino da Venezuela por 50 países, e Nicolás Maduro, que se mantém como chefe de Estado.

Uma questão de legitimidade

“O Parlamento declarou que o segundo mandato de Maduro é ilegal”, afirma Henning Suhr, chefe do escritório na África do Sul da fundação alemã Konrad Adenauer, ligada ao partido da chanceler alemã, Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU). Segundo ele, o Parlamento de Caracas deveria ter nomeado uma comissão eleitoral antes das eleições presidenciais, mas o Governo de Maduro passou-lhe por cima.

O opositor chadiano Saleh Kebzabo diz, no entanto, que a questão da ilegalidade do mandato de Maduro é uma mera “desculpa” usada pelos “países poderosos”, usada para disfarçar os seus interesses na Venezuela.

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