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Nem a chuva tira a alegria do maior corso de carnaval da Alemanha

O desfile da Rosenmontag, em Colónia, teve como tema o dialeto Kölsch. É dele que vem palavras tão famosas nessa época do ano, como Alaaf e Kamelle.

Em Colónia, segundo escreve a DW África na sua edição desta terça-feira, o carnaval tem seu próprio dialeto. “Kölee Alaaf” é praticamente um grito de guerra, repetido sem cansar pelos foliões que tomam as ruas da cidade mais carnavalesca da Alemanha. Trata-se de uma saudação, algo como “Colónia acima de tudo”. As expressões estão em Kölsch, uma língua que, para alguns, é ainda mais difícil de aprender do que o alemão-padrão, mas que é ainda cultivada em Colónia e nos arredores. Aliás, o Kölsch é o tema do carnaval 2019, que tem como lema “A nossa língua é a pátria”.

Mas claro, não é preciso saber o dialeto para brincar o carnaval de Colónia. Sendo alemão ou não, e são muitos os turistas que visitam a cidade nos dias de folia – todos aprendem bem rápido algumas palavras. Uma das mais famosas é “Kamelle”. Mas afinal, por que a plateia grita a palavra a todo pulmão, enquanto os carros alegóricos desfilam pela cidade?

“Você grita isso porque você quer doces. Eles jogam doces dos carros alegóricos. E se você quiser um doce, você grita Kamelle. Talvez você consiga alguns, se tiver sorte”, explica uma foliã.

300 toneladas de doces

Balas, chocolates, sacos de pipoca, ursinhos de goma. São mais de 300 toneladas de guloseimas atiradas ao público que acompanha o desfile na Rosenmontag, a segunda-feira das rosas. As crianças carregam sacolas, que ao fim do dia estão recheadas. E não são apenas doces que a plateia recebe. Tem ainda beijos e flores. Bützcher e Strüssjer, no dialeto Kölsch.

“Na segunda-feira de carnaval, você pode conseguir doces, flores, beijinhos, não poderia ser melhor”, completa a jovem.

Entre críticas e sátiras

A segunda-feira de carnaval é realmente um dos dias mais esperados e movimentados do carnaval de Colónia, que tem o maior corso do país. Cerca de 11 mil foliões percorrem cerca de três quilómetros e meio. Carros alegóricos trazem temas do dia a dia da cidade, de economia e desportos, além de sátiras a políticos e figuras públicas, como a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No desfile de hoje, teve espaço também para críticas a saída do Reino Unido da União Europeia.

Já do lado da plateia, quase meio milhão de pessoas assiste, aplaude, canta, dança e se diverte. Todos com fantasias e acessórios coloridos: unicórnios, sereias, palhaços, princesas, os mais variados tipos de animais e o que mais a imaginação permitir. Nem a chegada da chuva atrapalhou a diversão.

“O tempo não está muito bom, mas poderia ser pior. Dá para olhar por esse lado. Está tudo muito bonito aqui, um clima muito bom”, conta um folião.

Pois é, faça chuva ou faça sol, o que não falta entre os foliões é a alegria. E essa é a mesma, seja no dialeto Kölsch, em alemão, inglês, espanhol ou qualquer uma das tantas línguas ouvidas pelas ruas de Colónia nos dias de Carnaval.

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