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Venezuela: Guaidó regressa segunda-feira e pede mobilização do povo venezuelano

(Afp)

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou este domingo no Twitter o seu regresso ao país, na segunda-feira.

“Anuncio o meu regresso ao país. Peço ao povo venezuelano que se concentre, em todo o país, amanhã [segunda-feira] às 11h00 [15h00 em Lisboa]”, escreveu Juan Guaidó na sua conta no Twitter, citado pela RTP que aponta a Lusa como fonte.

O autoproclamado presidente interino da Venezuela acrescentou que serão divulgados pontos de concentração nos canais oficiais de comunicação.

Juan Guaidó anunciou no sábado o seu regresso ao país, depois de um périplo por vários países da América do Sul, e convocou manifestações para segunda e terça-feira.

“Nesta viagem muito importante pelos nossos países irmãos da América do Sul, viemos não apenas pedir ajuda, como também procurar liberdade, democracia e prosperidade para a Venezuela”, disse no sábado o líder do parlamento venezuelano, ao discursar na cidade costeira de Salinas, ao lado do Presidente equatoriano, Lenin Moreno.

O Governo brasileiro defendeu no sábado que Juan Gaidó possa regressar à Venezuela, após concluir o périplo por vários países da América Latina, sem incidentes e sem violações dos seus direitos.

A posição do Brasil coincidiu com outra da União Europeia, cuja Alta Representante para a Política Exterior, Federica Mogherini, declarou no sábado que qualquer ação contra “a liberdade, segurança ou a integridade pessoal” do líder da Assembleia Nacional da Venezuela “representaria uma grande escalada de tensões e mereceria a firme condenação da comunidade internacional”.
315 feridos em confrontos na fronteira com a Colômbia

Os distúrbios que ocorreram este fim de semana na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia provocaram 315 feridos, entre os quais 19 militares, segundo dados do Governo Venezuelano de Nicolás Maduro.

A informação foi prestada pelo representante máximo do estado venezuelano de Táchira – onde ocorreram os distúrbios -, Freddy Bernal, que responsabilizou os governos da Colômbia e dos Estados Unidos pelos acontecimentos.

Em declarações ao canal privado de televisão Televén, citadas pela agência Efe, Bernal afirmou que houve “disparos, ‘cocktails molotov’, pedras, explosivos e objetos contundentes” lançados do lado colombiano da fronteira contra a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e contra civis leais a Nicólas Maduro.

Os confrontos aconteceram quando a oposição venezuelana tentava fazer entrar um carregamento de ajuda humanitária na Venezuela, o que o Executivo de Maduro considera como um espetáculo político conduzido pelo presidente do parlamento e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó.

Bernal afirmou que houve “vários feridos por balas”, assim como civis e militares que foram “queimados vivos” por “criminosos pagos pela oposição”, que atuaram sempre a partir do lado colombiano e com o consentimento das autoridades do país vizinho.

O mesmo responsável afirmou também que, pelo menos, oito francoatiradores dispararam a partir da Colômbia contra quem impedia a entrada da ajuda.

“Evitou-se, quem sabe se apenas por agora, uma guerra civil (…), isso não significa que o perigo tenha passado. O Governo de Donald Trump não vai parar na sua intenção de agredir a Venezuela seja por que meios forem”, afirmou o responsável, antes de instar os venezuelanos a assumirem que estão “em guerra”.

Freddy Bernal afirmou ainda que os detratores de Maduro, incluindo os governos da Colômbia e dos Estados Unidos, tentarão “outras ações ainda mais perigosas”, como “armar” os mais de 500 militares que desertaram e reconheceram Juan Guaidó como presidente interino.

“Estão a agrupá-los e vão armá-los para atacarem postos militares venezuelanos, colombianos, e atacarem líderes políticos, assassinarem líderes políticos e líderes militares”, disse.

O líder chavista apelou aos cidadãos para que se mantenham “permanentemente mobilizados e alerta” e manifestou-se a favor de que sejam capacitados militarmente para combater 40.000 membros da milícia, um corpo de civis leais à revolução bolivariana, para fazerem de Táchira um estado “inexpugnável”.

Freddy Bernal disse ainda ter tido informações da Polícia Nacional da Colômbia de que estarão para acontecer “outras agressões na fronteira”, levadas a cabo por “mercenários contratados” que irão tentar dar a entender que os agressores vão ser forças e civis leais a Nicolás Maduro.

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