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Viana: Pacientes aplaudem trabalho dos profissionais de saúde do hospital Ana Paula

A nossa equipa de reportagem deslocou-se ontem, terça-feira, 19, para constatar o trabalho de alguns hospitais e centro de saúde de Viana. Começamos pelo posto de saúde do Distrito do Baia, onde, sendo o único posto de saúde daquela localidade, os esforços para atender os populares são gigantescos.

Com apenas três salas e pouco mais de 4 profissionais, para atender um universo de cerca de cem pessoas/dia, é urgente que as autoridades locais invistam no hospital que está a ser construído a metros do actual, e que, segundo populares, as obras estão paradas há mais de dois anos.

Por volta das 9h00 de ontem, a nossa equipa rumou para o hospital Ana Paula, que está instalado na Vila de Viana e, encontramos uma enchente considerável. Porém, o que não passou despercebido, era a entrega dos homens da seringa preocupados em atender todos os doentes, acompanhantes e visitantes. A cortesia, por exemplo, do Director administrativo, Agostinho Machado, foi um dos primeiros pontos a ser apontados no nosso bloco de notas.

Desprovido de fato ou gravatas, o responsável procurava interagir com os pacientes naquelas zonas onde havia mais enchentes, em forma de ‘patrulha’, puxava aos colegas para maior humanização no atendimento, o que, diz para bem da verdade, vislumbramos em abundância naquela unidade hospitalar, conforme certifica Rafaela Nzumbi, 65 anos, moradora de Viana.

“Cheguei aqui Às 7h40, demorei cerca de 2h00 para ser atendida, mas correu tudo bem, recebi os comprimidos e já vou para casa”, disse a anciã.

Teresa Paulo, gestante, moradora do Cazenga, procurou os serviços do hospital ANA Paula porque diz ser mais rápido em relação ao hospital dos Cajueiros. Nos Cajueiros temos que chegar muito cedo, preencher listas, estas às vezes atingem três e por causa do tempo, outros não são atendidos no mesmo dia”, explicou, “já aqui”, acrescentou “o atendimento é mais prático, rápido e somos atendidas no mesmo dia”.

Um outro ponto a ter em conta, a par do vai e vem de Machado, era o afecto e senso se responsabilidade que a doutora Ana Generosa Hungulo, directora Clínica do hospital, tratava os seus pacientes.

(DR)

Ficamos a acompanhar duas ou três sessões de atendimento da profissional de saúde, sem que esta se apercebesse, e sentimos o valor da humanização na saúde.

Quem não ficava atrás, neste trabalho de equipa devidamente coordenado, era o Bernarda Kavinda, Superintendente de enfermagem que, para além de prestar os seus serviços, ajudava os colegas quando era necessário.

É desta forma que, por volta das 15h00 quando deixávamos o Centro de Saúde, meia dezena de pacientes aguardavam por resultado das análises, ou pelos seus familiares.

Com um pessoal maioritariamente jovem, apoiados com três ambulâncias e uma farmácia funcional, falta apenas uma morgue no hospital Ana Paula para que o serviço que já é muito bom, seja excelente.

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