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A educação é poder, estabilidade e desenvolvimento – José Tomás

A educação é poder, estabilidade e desenvolvimento, senão o maior investimento de qualquer país.

Às recentes reprovações no concurso público para a saúde por parte dos médicos, e dos candidatos ao teste de acesso a faculdade de ciências agrárias do Huambo, reflectem tão somente a vergonha que o sector da educação ainda representa para o nosso país, pois, não são os candidatos ora testados, os únicos responsáveis pela ‘biótipa’ vergonha.

A responsabilidade é de toda uma nação que sempre viu a isonomia orçamental no sector nas últimas décadas ser um embuste, fruto dos desvios, deram-nos cerveja em vez de escolas, puseram requintes no Talatona e obrigaram-nos a sentar no chão, mutilaram a informação que nos é de direito e obrigaram-nos a ser cor de rosa. Foram tão desleixados com o povo que o aprender era é figurado e o passa sem saber era tão literal que virou moda, crianças fora do sistema escolar tudo por que o dinheiro com o qual devíamos construir aquelas escolas com dignidade foram parar ao bolso de quem nós, cegamente, escolhemos para nos representar, uma capital 7 milhões de habitantes, apenas uma uma universidade pública, que na maior parte dos casos nem a metade dos candidatos admite, e as privadas que técnicos estão a formar? Com qualidade ou em quantidade?

O nosso ensino primário que é a base de toda uma trajectória esta como? A vontade política tem cumprido seu papel para que o quadro seja invertido? São questões que ficam a baila mas que coadunam com a realidade do sector, que como disse no início e volto a frisar, constitui o maior investimento de um país, afinal a educação é base desenvolvimento tudo o que surgir depois é apenas uma consequência dela.

Médicos que acredito serem recém formados, obtém como nota mínima 0 valores e se não existisse provas que profissionais estariam nos hospitais?, Ao acaso “já me passou pela cabeça que talvez estes concursos são limitados e que cria-se um sarcástico cenário para dizer “sim e não” a um exército de irmãos angolanos no desemprego” se assim for, chamem a Lutucuta de ironia.

A necessidade dos jovens serem cada vez mais os produtores do seu próprio conhecimento e de repensarmos o nosso futuro é urgente, porque no nosso país ainda aprendemos como aprendemos, “então não se riam de mim por não saber qual a extensão territorial do meu país”, mutilaram-me a educação(formação). E em solidariedade com os candidatos do concurso público e do teste de acesso a faculdade de ciências agrárias do Huambo, incentivo a campanha “Não se riam de mim”, uma forma de protesto e chamada de atenção ao executivo, sobre o estado da “Educação” no nosso país, das medidas que devem ser adotadas em função da nossa realidade.

Texto de José Tomás, enviado ao Portal de Angola

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