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Privatização da Angola Telecom acontece este ano

Angola Telecom abre ao capital privado (DR)

O processo de privatização da Angola Telecom vai arrancar este ano, estando neste momento a decorrer o processo de avaliação do património e activos da empresa, informou o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha.

Segundo o Mercado que cita a entrevista dada pelo político ao Jornal de Angola, o governante assegurou a devida transparência no processo que pretende privatizar 45 % da empresa.

O dirigente sublinha o facto de os activos continuarem a ser valorizados, uma vez que o Estado realizou investimentos na empresa. Está a ter um sistema de informação capaz de gerir negócio. Aqui há valorização. Também ocorreram investimentos e novas plataformas, que permitem hoje uma valorização.

O ministro disse que a questão dos funcionários estará salvaguardada, não está a ser um processo fácil, mas iremos realizar e salvaguardar todos os objectivos traçados.

Sem precisar o valor a ser arrecadado com a privatização da empresa, uma vez que está a ser feito um trabalho interno que vai determinar o valor, o governante referiu que a questão fundamental não é valor que o Estado vai arrecadar, mas que se consiga atrair um investidor que cumpra com as exigências da licença global que a empresa já tem.

Questionado sobre o facto da Angola – Telecom não beneficiar do retorno do valor investido na participação onde representa o Estado num consórcio com a Angola Cables, o titular da pasta disse não ser fácil desenvolver um negócio do tamanho que está a ser desenvolvido pela Angola Cables.

Explicou tratar-se de um consórcio de várias empresas, onde o Estado, por via da Angola – Telecom, representa 51 por cento.

“Fizemos um investimento primário em 2012, que foi com o WACS, cujo valor global foi de 112 milhões de dólares. Foi a construção do cabo que liga a África do Sul a Londres e que, por via da Angola Cables, representamos 11,3 por cento do capital deste cabo”, disse.

Avançou que está a ser desenvolvido um outro projecto, que é a ligação de Angola ao Brasil, 100 % assumido pela Angola Cables e também em associação com a Google e mais duas empresas da América do Sul, na construção do cabo entre Miami (Estados Unidos da América) e Brasil.

“O nosso objectivo primário é fazer com que possamos aceder rapidamente à internet e permitir que as nossas instituições de ensino e investigação e outras possam aceder à informação que hoje encontramos depositada no Brasil e nos Estados Unidos”, sublinhou o governante.

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