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Angola aborda projecto Rota dos Escravos na UA

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, abordou, na segunda-feira, em Addis Abeba, o projecto de investigação sobre a rota dos escravos no Corredor do Kwanza, cujo valor histórico e cultural excepcional poderá lhe conceder o privilégio de ser classificado como património mundial.

A abordagem sobre o projecto, noticia a Angop, ocorreu durante um encontro com chefes de Estado e de governo, ministros, representantes da diáspora e convidados da 32ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA).

Carolina Cerqueira considerou de transcendente o tributo das gerações actuais aos antepassados africanos que foram vítimas do esclavagismo e que assume grande importância resgatar, para a memória colectiva, os traços e vestígios de África na cultura de outros povos em todos os cantos do mundo.

A governante avançou que, apesar das várias vicissitudes e a distância geográfica, a idiossincrasia dos povos africanos e a sua rica tradição, hábitos e costumes atravessaram oceanos e é hoje reconhecida a presença Africana na língua, na dança, na gastrónomia e noutras expressões artísticas da diáspora, pelo que deverá ser incrementado o estudo, a investigação e o intercâmbio não só individual como colectivo para um maior conhecimento e investimento.

O Corredor do Kwanza, do ponto de vista cultural, abarca um conjunto de bens como fortalezas, igrejas seculares, entre outras infra-estruturas, incluindo a própria cidade histórica do Dondo.

Foi uma zona de activa comércio praticado no princípio pelos Mbumbos (batedores ou vendedores) do Reino do Ndongo e que possuía níveis satisfatórios de recursos, entre fontes de minerais como o ferro e o sal, a agricultura, pastorícia e uma pequena indústria que movimentava homens e mercadoria, e que fomentaram uma complexa rede de comércio.

Por seu turno, o Presidente do Quénia, Uhuru Kennyata, informou que o aniversário dos 400 anos do início do processo de esclavagismo transatlântico, que movimentou mais de 25 milhões de africanos para as Américas e outras partes do mundo será assinalado este ano com várias actividades culturais e académicas, através de iniciativas de universidades, centros culturais e várias associações na diáspora.

Uhuru Kennyata referiu que a história poderá deixar lições as novas gerações e criar sinergias conjuntas para identificar, no presente, o interesse das jovens gerações pela investigação e uma variada partilha de conhecimentos.

Os Chefes de Estado presentes no encontro recomendaram o estreitamento das relações culturais e económicas com os grupos, associações e centros de estudo da diáspora para uma colaboração mais dinâmica, cooperação e investimento em vários domínios e sobretudo para uma maior oportunidade de formação dos jovens, a maioria da população africana.

Foi igualmente encorajada a dinamização de iniciativas nacionais, regionais e intercontinentais para a divulgação da trajectória da escravatura, suas repercussões e raízes na história da humanidade.

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