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Seguradora AAA vai ser dissolvida

(DR)

Segundo o Valor Económico, a liquidação ocorre cinco anos depois de a empresa acabar com a gestão de fundos de pensões e planos de pensões. Assembleia também vai avaliar contas de 2017.

A AAA seguros, a segunda seguradora mais antiga do país, vai ser dissolvida numa assembleia-geral extraordinária, marcada para 11 de Março, que irá servir também para nomear os liquidatários, soube o VALOR. Um outro ponto da agenda é a aprovação do relatório e contas relativo a 2017.

O VALOR tentou contactar o presidente do conselho de administração, Carlos São Vicente, mas não obteve sucesso até ao fecho desta edição.

A seguradora AAA faz parte do grupo AAA Activos, um dos maiores grupos empresariais nacionais, com participações em diferentes sectores que incluem a hotelaria e os seguros. Actua no ramo vida e não vida, segundo informações obtidas na página da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros.

A liquidação ocorre cinco anos depois de a empresa acabar com a gestão de fundos de pensões e do planos de pensões “resultado do fraco crescimento dos activos dos referidos fundos e no âmbito da revisão estratégica de negócios da instituição”.

Em justificação, num comunicado de 2013 divulgado pela imprensa, a administração da AAA Pensões apontava como causas para o fim da actividade “a reduzidíssima adesão aos fundos de pensões abertos e as baixas e erráticas contribuições dos participantes, que levou à quase estagnação do valor dos activos dos Fundos”.

No ano passado, o grupo rompeu com os franceses da ACCOR um acordo que previa a gestão de 50 unidades hoteleiras. A parceria, segundo Carlos São Vicente, não era como a imprensa tinha anunciado, na altura, mas apenas que o grupo francês estaria encarregado da área de ‘marketing’, reservas de hotel e formação de pessoal. “Era apenas nesse sentido. Os hotéis são nossos”, salientava.

Para São Vicente, romper com a ACCOR foi uma decisão “necessária” porque os benefícios eram “muito fracos” e ficaram “aquém” do acordado. “Não esteve ninguém da ACCOR em Angola e o trabalho todo que realizavam era feito fora. Estava previsto que mandassem uma equipa, mas nunca mandaram”, contou o gestor ao VALOR para quem “o país é para grupos com resistência”.

Infra-estruturas das AAA albergam justiça

O Governo adquiriu 22 edifícios que faziam parte dos activos das AAA para albergar tribunais provinciais. A última compra, decidida por despacho presidencial em Março de 2018, foi de um edifício de 10 andares por 20,5 mil milhões de kwanzas. O prédio vai albergar a Procuradoria-Geral da República (PGR).

As compras sempre estiveram envolta de polémicas. Por altura do despacho do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, em 2013, houve quem questionasse a venda dos edifícios das AAA, visto que os mesmos tinham sido construídos com fundos públicos e que, por isso, deveria ocorrer a transferência deste património para uma outra unidade estatal a custo zero.

Em 2018, a polémica teve que ver com o valor da aquisição e a dispensa de consulta ao mercado para a aquisição.

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