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Inoperância de morgue cria constrangimentos em Ndalatando

Imagem ilustrativa (DR)

A inoperância da morgue do Hospital Provincial do Cuanza Norte está a obrigar os habitantes de Ndalantando, capital da província, a deslocar-se aos municípios do Lucala e Golungo Alto, que distam 34 e 54 quilómetros, respectivamente, para ter acesso aos serviços das morgues locais.

Ainda como alternativa, os familiares usam as morgues do Hospital Municipal do Cazengo e do Centro de Saúde do bairro Sassa, em Ndalatando, com capacidade de conservação de 12 cadáveres cada.

A morgue do hospital provincial do Cuanza Norte, com seis gavetas, construída na década de 50, encontra-se inoperante há oito anos devido ao estado de degradação da infra-estrutura e dos seus equipamentos.

Em declarações à Angop nesta segunda-feira, em Ndalatando, o director clínico do hospital provincial, Inácio Francisco, referiu que enquanto se aguarda pelo reinício das obras de ampliação do Hospital Provincial do Cuanza Norte, que inclui a construção de uma nova morgue, a instituição está a envidar esforços para que no decurso deste ano tenha em funcionamento uma unidade de conservação de cadáveres.

O projecto de reabilitação e ampliação do Hospital Provincial do Cuanza Norte, cujas obras tiveram início em 2012, entretanto paralisadas, contemplava a construção de uma nova morgue, cuja capacidade não revelou, para a unidade sanitária, em substituição desta, em avançado estado de degradação.

O projecto, cujas obras tinham um prazo de execução de 24 meses, incluía igualmente dependências para consultas externas e instalação de novos serviços, bem como seis residências destinadas a acomodar os técnicos ligados ao sector da Saúde.

A empreitada consta de um investimento de âmbito central, por via do Ministério da Saúde, visando a inserção de novos serviços médicos, elevação da qualidade da assistência prestada aos cidadãos e aumento da capacidade de internamento de 120 para 250 camas.

Apesar de estar a beneficiar de obras, o hospital provincial do Cuanza Norte continua aberto ao público.

O funcionamento do hospital é actualmente assegurado por 12 médicos e 70 enfermeiros.

A malária é apontada como a principal causa de internamentos e mortes hospitalares, seguido da febre tifóide, anemia, hipertensão arterial, diabetes e traumas decorrentes de acidentes.

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