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Human Rights Watch pede à ONU que investigue violência extrema no Sudão

A organização Human Rights Watch (HRW) pediu hoje à ONU que investigue o uso de “violência extrema” pelas forças de segurança sudanesas durante os protestos que ocorreram no país desde dezembro para derrubar o Governo, escreve o Diário de Notícias que cita a Lusa.

“Há provas irrefutáveis de que o Sudão está a usar violência implacável e brutalidade contra manifestantes pacíficos e críticos do Governo”, disse a diretora associada para África na HRW, Jehanne Henry, em comunicado.

A organização conseguiu ter acesso a um vídeo que mostra a “extrema violência” por parte das forças governamentais e os “abusos chocantes” contra os manifestantes nas marchas pacíficas.

Nesse filme, que a organização difundiu, pode ver-se como as forças de segurança dirigem veículos armados enquanto disparam balas e gás lacrimogéneo contra os participantes na marcha, além de espancarem brutalmente os manifestantes.

Fizeram também incursões em hospitais e espalharam gás lacrimogéneo em salas de emergência, dificultando a ação dos médicos, enfatizou a HRW.

A organização relatou o caso de Babakr Abdelhamid, um médico sudanês que foi morto a tiro “a curta distância”, em 17 de janeiro, enquanto “tentava tratar os feridos” nas manifestações.

“Essas táticas violentas, que violam o essencial das obrigações internacionais dos direitos humanos do Sudão, devem terminar imediatamente e os responsáveis devem ser responsabilizados”, disse Henry.

A HRW pediu ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para responder “com urgência à crise de direitos humanos no Sudão na sua sessão de março e garantir uma investigação independente sobre as violações cometidas desde o início dos protestos”.

O Sudão testemunhou protestos exigindo a renúncia do presidente Omar al Bashir, acompanhados por atos de violência que mataram 31 pessoas, segundo a última contagem do governo, embora a HRW, citando ativistas, calcule que “mais de 50 pessoas morreram”.

As marchas nas ruas aconteceram quase diariamente a partir de 19 de dezembro no Sudão, onde os manifestantes pedem a renúncia de Al Bashir, no poder desde 1989, após um golpe de Estado.

“A cada semana a situação piora”, disse Jehanne Henry, acrescentando que “chegou a hora de o Conselho de Direitos Humanos da ONU aumentar a vigilância e enviar investigadores para o terreno imediatamente”.

Desde 2011 que os sudaneses protestam com mais frequência e em maior número e, em 2013, o Governo do Sudão respondeu a uma onda de protestos populares com extrema violência e matou mais de 170 pessoas, segundo a HRW, não acusando nenhum dos responsáveis pelos assassinatos.

Al Bashir é alvo de dois mandados de prisão internacional por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, alegadamente cometidos na região de Darfur.

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