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Carlos Burity revisita o semba em concerto na Inglaterra

JA

Carlos Burity retrata a "cultura endógena dos musseques de Luanda". (Fotografia: JOSÉ COLA)

Um dos grandes méritos de Carlos Burity, a par de outros não menores, foi o de ter resistido às grandes convulsões ocorridas ao longo da história da Música Popular Angolana.

Cantor e compositor, Burity ressurgiu com o álbum “Angolaritmo”, gravado em 1991, depois de um silêncio discográfico ocasionado pelo encerramento dos mais importantes estúdios de gravação em Angola, em 1975,e pela dispersão involuntária de alguns dos mais notáveis instrumentistas do Semba.

A ousadia e o virtuosismo de Carlos Burity, embora acusem laivos de modernidade e inéditas propostas instrumentais, assentam na expressividade artística e vivência, directa, da cultura endógena dos musseques de Luanda. Os últimos álbuns de Carlos Burity denotam a intenção de aprimorar a tradição sonora do Semba, cantado nas principais línguas nacionais, dialogando, num processo de inclusão e fusão, com instrumentos característicos da música clássica, violino no tema “Makamba”, do CD “Uanga”, 1998, incluindo segmentos rítmicos da estética musical contemporânea e universal, com incidências na pop- music, funk e hip-hop.

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