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TAAG em falência técnica há 3 anos pede recapitalização e reestruturação financeira

(DR)

De acordo com o Expansão, a transportadora aérea nacional tem de ser recapitalizada para que possa continuar a “voar”, como refere o relatório e contas de 2017, posição reforçada pelo auditor externo. A acumulação de prejuízos, segundo o bastonário da Ordem dos Economistas de Angola, reforça a urgência da privatização da empresa.

A TAAG está em situação de falência técnica pelo terceiro ano consecutivo, revela o relatório e contas de 2017 da transportadora aérea nacional, a que o Expansão teve acesso, que aponta para a necessidade de aumento de capital do accionista único, o Estado, para “resolver a situação em que a companhia se encontra”.

A necessidade de recapitalização e reestruturação financeira da empresa, que diminuiu para metade os prejuízos entre exercícios, passando de 15,1 mil milhões em 2016 ( para 7,7 mil milhões Kz em 2017, também é realçada no parecer do auditor externo.

No relatório, datado de 28 de Março de 2018, a Ernst & Young (EY) conclui que as “circunstâncias indiciam a existência de uma incerteza significativa que pode colocar em causa a capacidade da empresa em continuar o seu curso normal de negócios”.

O auditor externo refere-se, concretamente, ao facto de a TAAG, por ser “uma empresa 100% pública e de serviço público”, necessitar do “apoio do Estado angolano para dar cumprimento à missão e objectivos para a qual foi criada”.

E recorda que, em 2017, tal como já havia acontecido nos anos transactos, a companhia fez “diligências no sentido de, junto das entidades relevantes, demonstrar a criticidade da recapitalização”, propondo a conversão dos valores a pagar ao Estado em capital.

Proposta que não foi concretizada até ao momento, razão pela qual os saldos “continuam a ser relevados enquanto passivos” da empresa, como refere o Conselho de Administração da TAAG nas notas às contas, para onde remete o auditor externo.

O Conselho fiscal das Linhas Aéreas de Angola, no seu parecer de 17 de Abril de 2018, concorda com o auditor externo e reforça a necessidade de o “accionista tomar uma acção urgente”, com vista à “recapitalização da empresa”, que, pelo terceiro ano, apresenta capitais próprios negativos.

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