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RENAMO denuncia “tentativas de aliciamento” em Marromeu

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Segundo partido mais votado no município de Marromeu, província moçambicana de Sofala, diz que militantes da FRELIMO tentaram aliciar membros da RENAMO para eleger cargos de chefia na Assembleia Municipal.

Militantes da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) terão tentado aliciar membros da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) para votarem a favor da FRELIMO na nomeação de cargos de chefia, como o de presidente ou vice-presidente da Assembleia Municipal.

A denúncia é de António Bauase, porta-voz da RENAMO na Assembleia Municipal de Marromeu.

A FRELIMO saiu vitoriosa nas últimas autárquicas, mas ficou a poucas décimas de distância da RENAMO (45,78% contra 45,53% dos votos, respetivamente). Ambas elegeram o mesmo número de membros da Assembleia Municipal – oito de cada partido – enquanto o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) elegeu apenas um.

“Os membros da FRELIMO passaram pelas nossas casas para nos corromper com dinheiro, porque sabiam que estamos empatados: oito da FRELIMO, oito da RENAMO e um do MDM. Eu mesmo fui vítima disso. Contactaram-me e neguei qualquer tipo de aliciamento”.

Impedimento de votar

A RENAMO, que denunciou anteriormente que o processo eleitoral em Marromeu foi fraudulento, não irá assumir nenhum cargo de chefia na Assembleia Municipal, porque um dos seus membros, substituto de um outro que faleceu, não teve direito a votar.

“Temos um membro que perdeu a vida e entregámos um documento na administração estatal solicitando a sua substituição. Chegada a hora de o juiz decidir, ele anunciou que a substituição daquele membro era automática. Mas, na hora de votação para a eleição do presidente e vice-secretário da assembleia, o juiz anunciou que o membro substituto não tinha direito de voto, uma decisão que, quanto a nós, não tem explicação.”

Assim, a RENAMO ficou somente com sete votos, enquanto a FRELIMO ficou com oito, vencendo desta forma a eleição para todos os três cargos de chefia.

João Alberto, chefe da bancada da FRELIMO, justifica o impedimento ao voto com o regulamento: “Só depois de se eleger a mesa da assembleia autárquica [um ato que teve lugar apenas na quinta-feira] é que podem ser apresentados os documentos legais para se saber onde a pessoa se encontra…”

O responsável rejeitou as acusações de aliciamento, desafiando a RENAMO a apresentar provas.

Na quinta-feira (07.02), Vitória Artur Timbe tomou posse como edil. Mas a RENAMO não esteve presente.

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