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“Para mim, o que aconteceu [no Bairro da Jamaica] era uma realidade previsível”

Sol

(DR)

Marcelo Rebelo de Sousa foi o convidado da estreia da Circulatura do Quadrado.

Um dos temas abordados por Marcelo Rebelo de Sousa na estreia do programa Circulatura do Quadrado – a nova versão da Quadratura do Círculo – foi a ida ao Bairro da Jamaica, no Seixal. O Presidente da República admitiu que foi uma posição arriscada, mas fez aquilo que entendeu que devia fazer.

“Para mim, o que aconteceu [no Bairro da Jamaica] era uma realidade previsível. Quando olhei para o que se estava a passar, fiquei preocupado. Houve tomadas de posiçao que criaram a noçao de quem em Portugal há um conflito racial. Posição essa que teve eco cá dentro e lá fora” e que Marcelo quis conter, explicou na estreia do novo programa da TVI.

Quanto ao facto que não ter tomado uma posiçao pública em relação às forças de segurança, o Presidente da República garantiu que está atento aos problemas da polícia. “Eu vou estando com a polícia, não preciso de o dizer [publicamente]. Sei bem o que é ser polícia, é muito difícil (…) Não se pode ignorar o papel fundamental das forças de segurança. Sem elas, não há democracia”.

Marcelo Rebelo de Sousa falou ainda sobre outras questões, como a Venezuela – em que garantiu estar em “total sintonia” com o governo –, uma recandidatura – “a saúde e estar convencido de que não há ninguém em melhores condições são motivo para uma recandidatura” – e a requisição civil de enfermeiros – “se não cumpriram serviços mínimos, há razão para requisição civil”.

O Presidente da República falou ainda sobre questões políticas: Marcelo afirmou que uma das coisas que mais o preocupa é a possibilidade de haver uma crise política. “Quanto mais forte for a oposição e melhor for a oposição ao governo, melhor (…) Eu como Presidente quero ter alternativas, pois não existem fórmulas eternas”.

Marcelo terminou a sua intervenção na estreia do programa – que irá continuar a contar com Carlos Andrade, Pachecho Pereira, Lobo Xavier e Jorge Coelho – com um aviso: “Existe autoridade com afeto, mas não afeto sem autoridade”.

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