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Estado da Nação: Ramaphosa destaca combate à corrupção na África do Sul

Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa (DR)

Presidente da África do Sul diz que país está a curar os “efeitos corrosivos da corrupção”. No discurso sobre o Estado da Nação, Cyril Ramaphosa anunciou ainda eleições gerais a 8 de maio.

“Há um ano, iniciámos um caminho de crescimento e renovação”, afirmou o chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, durante o seu discurso sobre o Estado da Nação, esta quinta-feira (07.02).

“Emergindo de um período de incerteza e de uma perda de segurança e confiança, resolvemos romper com tudo o que nos divide para abraçar tudo o que nos une. Resolvemos curar o nosso país dos efeitos corrosivos da corrupção e restaurar a integridade de nossas instituições”, disse Ramaphosa no Parlamento citado pela DW África.

Ramaphosa está na Presidência sul-africana desde fevereiro do ano passado. O Congresso Nacional Africano (ANC, no poder) forçou o anterior chefe de Estado, Jacob Zuma, a abandonar o poder, na sequência de vários escândalos de corrupção. A administração de Zuma é acusada de desviar milhões de dólares e favorecer empresas em troca de subornos.

Corrupção é má para economia

Com críticas duras ao historial de Jacob Zuma, a quem serviu como vice, Cyril Ramaphosa disse aos parlamentares que a “má administração e a corrupção prejudicaram gravemente” empresas estatais, como a elétrica Eskom.

“A Eskom está em crise e os riscos que isso representa para a África do Sul são grandes”, advertiu Ramaphosa.

“Isso pode prejudicar gravemente as nossas ambições de desenvolvimento económico e social. Precisamos de tomar decisões ousadas e decisivas quando se trata da Eskom. As consequências podem ser dolorosas, mas será ainda mais devastador se adiarmos essas ações”, referiu o Presidente sul-africano.

Ramaphosa, que assumiu o poder com um crescimento económico de menos de 1% no ano passado e um desemprego recorde de mais de 27%, confia, no entanto, num “mudar de página” no país.

Durante o discurso do Estado da Nação, o Presidente disse ter sido informado que a petrolífera francesa Total teria encontrado reservas de gás na costa sul do país. Para Ramaphosa, a descoberta poderá “dividir as águas” na economia.

Eleições gerais a 8 de maio

Cyril Ramaphosa anunciou ainda a realização de eleições legislativas e locais a 8 de maio.

O pleito será um teste ao partido no poder, o ANC, que viu a sua imagem manchada pelos escândalos de corrupção envolvendo o ex-Presidente Zuma.

O líder sul-africano está sob pressão para agir contra as autoridades implicadas, mas, durante a eleição, terá também de manter a unidade no partido, além de enfrentar a oposição, que está mais forte.

Comentando o discurso de Ramaphosa esta quinta-feira, Mmusi Maimane, líder da Aliança Democrática, disse que se tratou apenas de uma “conversa agradável”, acrescentando que o país precisa “de um plano melhor, de um plano imediato”.

Apesar de se prever que o ANC voltará a conquistar uma maioria clara nas eleições parlamentares, o partido deverá ter de provar que merece a confiança dos eleitores. Alguns críticos dizem que Ramaphosa tem sido muito lento a agir, enquanto outros afirmam que ele está apenas a ganhar tempo até garantir um novo mandato.

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