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SIC em Benguela detém antiga administradora da Baía-Farta

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O Serviço de Investigação Criminal deteve preventivamente, na tarde de Quarta-feira, 05, a antiga administradora do município piscatório da Baía-Farta, Maria João, por suspeitas de crime de peculato, soube o jornal OPAÍS de fontes judiciais.

Segundo fontes contactadas por este jornal, o SIC cumpria um mandado de detenção lavrado pelo Ministério Público. Contactado a respeito, via telefónica, o porta-voz do SIC, Victorino Cotingo, não desmente nem confirma, apenas diz que aquele órgão do Ministério do Interior deverá fazer um pronunciamento público sobre o caso nos próximos tempos.

A detenção de Maria João, que viu no seu consulado a circunscrição de que era titular do órgão de gestão transformar-se ‘na capital do sal’, surge um mês depois de o subprocurador-geral da República Titular de Benguela ter afirmado, à margem da tradicional cerimónia de cumprimentos de fim de ano ao governador, que aquele órgão do Ministério Público tinha em curso a investigação e instauração de vários processos de corrupção e peculato.

Questionado se havia antigos governantes a responder de tais práticas, Herculano Saculanda disse que não podia avançar mais pormenores, pelo facto de os processos estarem alegadamente a coberto ‘do segredo de justiça’. Entretanto, o procurador deixou subjacente a ideia de que o seu órgão está empenhado na luta contra a corrupção.

OPAÍS soube também que a ex-administradora ainda na semana passada esteve a prestar declarações no Ministério público em Benguela.

Peculato já tem outros detidos

O superintendente-chefe Moisés Cakueyo, antigo chefe dos Recursos Humanos da Delegação Provincial do Ministério do Interior, e Maria Alice Aurora, directora do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), em Benguela, foram detidos preventivamente, em Outubro do ano passado, pelo Serviço de Investigação Criminal, por suspeitas de crime de peculato, segundo fontes judiciais.

Pelo que, o caso de Maria João é apenas o mais recente De acordo com as fontes judiciais contactadas pela imprensa, a directora do INADEC foi indiciada por alegados desvios de fundos provenientes de cobranças de multas, que terão sido canalizados para uma ‘conta paralela’ domiciliada no Banco de Comércio e Indústria, contrariando, assim, as normas, que apontam a Conta Única do Tesouro como destinatária de receitas públicas

As fontes deste jornal avançam que o antigo responsável da delegação do MININT foi expulso há três anos, por alegada gestão danosa do pelouro.

‘’O Estado pagava salários a trabalhadores de uma empresa privada’’, disse a fonte, acreditando que, no quadro deste processo, mais pessoas poderão sentir a mão pesada da justiça.

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