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Pátria presta tributo aos heróis

Bandeira da República (DR)

Angola celebra hoje o 58º aniversário do 4 de Fevereiro, Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, cujo acto central decorre em Cabinda, orientado pelo ministro da Administração do Território e Reforma do Estado, Adão de Almeida, noticia o Jornal de Angola.

Segundo o programa disponibilizado pelo Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado, departamento ministerial responsável pelas efemérides, as comemorações visam destacar o exemplo dos Heróis do 4 de Fevereiro para as novas gerações, motivando-as a participar, de forma activa, no processo de criação de condições para a melhoria de vida da população e para que se atinjam níveis de desenvolvimento que permitam instaurar o bem-estar de todos e consolidar o Estado Democrático e de Direito.

As festividades, que este ano decorrem sob o lema “Honrar os Heróis, Preservando os Valores da Pátria”, visam igualmente recordar a importância da data, sensibilizar e mobilizar todas as forças vivas da Nação para o seu empenhamento activo nas tarefas que visam a consolidação da paz, a reconciliação nacional e a reconstrução do País, em todas as suas vertentes.

Pretende-se igualmente, com as celebrações a decorrer em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares de Angola, reverenciar as personalidades ligadas ao 4 de Fevereiro de 1961 e fortalecer em cada angolano o sentimento patriótico.

A 4 de Fevereiro de 1961, patriotas angolanos desencadearam um ataque à Cadeia de São Paulo e à Casa de Reclusão, em Luanda, dando início à Luta Armada.

Esta luta culminou com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.
Segundo dados, terão se destacado na acção, entre outros, os nacionalistas Paiva Domingos da Silva, Imperial Santana, Virgílio Sotto Mayor e Neves Bendinha (já falecidos). Estes ajudaram a coordenar o assalto, cujos preparativos se iniciaram em Outubro de 1960.

A arrojada acção tinha por objectivo primário libertar os presos políticos angolanos que se encontravam encarcerados nas cadeias visadas, acusados pelas autoridades coloniais de actividades subversivas.

Os participantes no ataque foram treinados sobre questões mais práticas, como manejar os instrumentos que seriam
utilizados, principalmente catanas, ou desarmar uma sentinela, segundo relatos de testemunhas.

As informações disponíveis revelam que os treinos decorriam à noite, na zona de Cacuaco, arredores de Luanda, e
quando começaram a recear infiltrações de indivíduos ligados à Polícia Política Portuguesa mudou-se para o Cazenga.
Neste último local foi erguido um monumento denominado “Marco Histórico do 4 de Fevereiro”, inaugurado em 19 de
Setembro de 2005, em homenagem aos heróis tombados pela causa da Independência.

Num depoimento ao Jornal de Angola, o secretário-geral da Associação Comité dos Heróis do 4 de Fevereiro, Agostinho Miguel Inácio “Kisekele”, um dos sobreviventes do levantamento de 4 de Fevereiro de 1961, apontou a crença em Deus e nas forças ocultas como as principais razões de força que motivaram os nacionalistas para a luta.

Segundo Agostinho Miguel Inácio “Kisekele”, foi preciso engolir moedas para não serem atingidos por balas. Com catanas empunhadas nas mãos, 250 jovens saíram às ruas de Luanda, sob a protecção de uma jovem virgem e rainha de 12 anos, Engrácia Francisco Cabenha, para derrubar o poderoso regime colonial.

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